Países latinos abandonam Assembleia da ONU para não ouvir Michel Temer
As delegações de Cuba, Bolívia, Costa Rica, Equador e Venezuela abandonaram a Assembleia Geral da ONU enquanto o presidente ilegítimo do Brasil, Michel Temer, fazia seu discurso, nesta terça-feira (20). O protesto foi feito em repúdio ao golpe contra Dilma Rousseff.
Publicado 20/09/2016 14:14
O primeiro a “liderar” o movimento de retirada foi o ministro das Relações Exteriores do Equador, Guillaume Long. O país considera que a destituição de Dilma foi “um golpe de Estado hipócrita” porque não foi comprovado nenhum crime da presidenta eleita do Brasil.
Em seu Twitter, Long contou aos internautas sobre o protesto dos países contra o presidente golpista Michel Temer.
Temer, em seu discurso, disse que o impeachment foi “um exemplo para o mundo” e respeitou a Constituição. Disse ainda estar comprometido com a democracia.
Ignorando que assumiu a presidência através de um golpe de Estado, Temer disse que espera “respeito mútuo” entre os países da América Latina.
O ministro das Relações Exteriores do Equador foi quem "liderou" o protesto
Depois de seu ministro das Relações Exteriores, José Serra, ser o pivô de uma crise no Mercosul contra a Venezuela, o presidente do Brasil disse que valoriza a integração latino-americana e respeita “os diferentes posicionamentos políticos”.
O protesto dos cinco países que deixaram a Assembleia mostra que as palavras de Temer não refletem o que o Brasil vem praticando em sua política externa.