Cerca de 47% dos 2,5 milhões de uruguaios habilitados ao segundo turno das eleições presidenciais do Uruguai votaram antes das 13h locais [mesmo horário de Brasília], informou o juiz Edgardo Martínez Zimarioff.
Cerca de 47% dos 2,5 milhões de uruguaios habilitados ao segundo turno das eleições presidenciais do Uruguai votaram antes das 13h locais [mesmo horário de Brasília], informou o juiz Edgardo Martínez Zimarioff.
Os principais institutos de pesquisa do Uruguai dão como certa a vitória do candidato José Mujica, da Frente Ampla (FA), no segundo turno das eleições no próximo domingo (29). Se o resultado se confirmar, Mujica poderá se converter no segundo presidente da história do país que representa uma coalizão de centro-esquerda.
Em 29 de novembro, quando as urnas confirmarem a vitória da fórmula Mujica/Astori, começará a transição para um novo governo da Frente Ampla e estará aberto um novo tempo político no país. Esta será uma etapa rica de acontecimentos e uma das mais importantes para determinar um novo mapa político no Uruguai. Para a direita é muito mais do que uma derrota eleitoral e eles sabem muito bem disso.
Pelo senador uruguaio Rafael Michelini*
Os dois candidatos que disputam o segundo turno da eleição presidencial uruguaia encerraram suas campanhas nesta quinta-feira, enquanto seis pesquisas preveem uma cômoda vitória de José Mujica, da governista Frente Ampla, sobre o ex-presidente Luis Alberto Lacalle, do conservador Partido Nacional. Mais de 200 mil pessoas acompanharam o bandeiraço da Frente Ampla.
Foi uma simples mensagem de saudação pessoal, mas de forte conteúdo político. Nesta segunda-feira (23), num hotel do centro de Montevidéu, um enviado do presidente brasileiro Lula da Silva manifestou ao candidato da governista Frente Ampla, José Mujica, que seu eventual triunfo na apuração dos votos de domingo "tornará mais rica e produtiva a relação" entre ambos os povos.
O candidato da Frente Ampla, José “Pepe” Mujica, apresentou a equipe econômica que o acompanhará caso conquiste a maioria dos votos no segundo turno das eleições uruguaias, a ser realizado no próximo domingo (29). Mujica defendeu durante o anúncio a disciplina fiscal como forma de diminuir a desigualdade e o aumento de investimentos.
Três diferentes institutos de pesquisas do Uruguai apontam que Jose Mujica, da Frente Ampla, deve ganhar as eleições no segundo turno. Na empresa Interconsult, publicada no jornal Últimas Noticias, Mujica tem 47% das intenções de voto, enquanto seu concorrente Luis Alberto Lacalle alcançou 40%. Segundo a mesma pesquisa, ainda restam 10,6% que dizem que não sabem em quem votar ou que preferem não responder. Além desse, 2,5% dizem que votarão em branco.
A campanha eleitoral uruguaia chega à Corte Suprema. A coalizão governista Frente Ampla informou que será apresentada uma denúncia formal contra o Partido Nacional, a quem acusou de manipular uma propaganda eleitoral para vincular a aliança de esquerda a um arsenal de guerra apreendido na última semana em Montevidéu. No episódio foram encontradas 700 armas e um grande arsenal de munição.
O Partido Nacional, do candidato conservador Luis Alberto Lacalle, aceitou nesta quinta-feira (5) um debate ao vivo na TV com o frenteamplista José Mujica, em que participarão também os vices das duas chapas. Será a primeira vez desde 1994 que o Uruguai assistirá a um debate do gênero. Contrariando o costume, foi Mujica, o favorito no segundo turno, dia 29, que insistiu no debate, enquanto Lacalle relutava.
A coalizão governista Frente Ampla confirmou a maioria parlamentar no Uruguai obtida na eleição realizada há uma semana, de acordo com os dados consolidados da apuração, divulgados neste domingo.
Uma semana após o 1º turno das eleição uruguaias, Rony Corbo, membro do Comitê de Relações Internacionais da Frente Ampla, avalia que a segunda etapa da disputa será um confronto “de modelos e resultados”. Nesse embate, ele assegura que não há dúvidas da vitória de seu candidato, o ex-guerrilheiro José Mujica. Para Corbo, Mujica deverá aprofundar mudanças, mas deixando uma marca de compromisso com um país produtivo, a integração regional e com setores do campo e do movimento sindical.