O prefeito de Mariana (MG), Duarte Júnior, criticou nesta quinta-feira (10) a pequena participação dos municípios no acordo fechado entre a Samarco e os governos federal, de Minas Gerais e do Espírito Santo. Assinado na semana passada, o acordo prevê que a mineradora desembolse R$ 4,4 bilhões nos próximos três anos para recuperar a bacia do Rio Doce e reestruturar as cidades atingidas pela lama que se vazou após o rompimento da barragem no distrito de Bento Rodrigues, em novembro do ano passado.
Militantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), da região do Vale do Aço estiveram na tarde do último dia 26 de fevereiro, em frente à Justiça Federal de Belo Horizonte para forçar a inclusão dos atingidos na tragédia do Rio Doce, no processo de decisão da situação de Mariana, Barra Longa e região.
Por Agatha Azevedo*, Jornalistas Livres
Das muitas lembranças que tem de Mariana, cidade onde nasceu, o jornalista Fernando Morais recorda das peraltices de criança: corria das varadas da avó pelas ruas da cidade histórica e pegava passarinho na companhia dos primos.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) vai entrar na Justiça para pedir a elevação da multa inicial de R$ 1 milhão por dia de atraso na entrega dos planos de emergência das barragens de Santarém e do Germano, pertencentes à mineradora Samarco.
O rompimento das barragens de depósito de lixo tóxico da empresa Vale, nas localidades de Fundão e Santarém, no município de Mariana, produziu o maior desastre ambiental da história do Brasil e quiçá comparado aos maiores do mundo.
Por João Pedro Stédile
O solo da área afetada pela lama do rompimento da barragem de rejeitos de mineração da Samarco, empresa controlada pela Vale e pela BHP Bilinton, no município mineiro de Mariana, não está apto para o desenvolvimento da agropecuária, revela estudo preliminar feito em parceria pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig).
O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) e o Ministério Público Federal trataram nesta segunda-feira (21) de unificação de ações e caracterização do plano de recuperação da bacia do Rio Doce.
A mineradora Samarco, responsável pela barragem de rejeitos que se rompeu no dia 5 de novembro na cidade de Mariana, realizava obras no dia da tragédia. De acordo com matéria publicada no jornal Folha de S. Paulo, uma equipe terceirizada trabalhava para unir as barragens de Fundão (a rompida) e a de Germano (vizinha).
Um mês após o rompimento da barragem de rejeitos de Fundão, em Mariana (MG), as causas e os impactos do derramamento de pelo menos 34 milhões de metros cúbicos de lama no meio ambiente, segundo o Ibama, ainda estão sendo levantadas.
O governo federal e os estados de Minas Gerais e do Espírito Santo vão entrar na Justiça contra a mineradora Samarco e as empresas Vale e BHP Billiton, para que arquem com os recursos necessários ao plano de recuperação do desastre ambiental provocado pelo rompimento da barragem na cidade de Mariana (MG). A ação é estimada em R$ 20 bilhões e deve ser protocolada na próxima segunda (30) pela Advocacia-Geral da União.
Determinado a ampliar e disputar as prefeituras de cidades importantes do estado, o PCdoB-MG realiza sua maior conferência com mais de 500 participantes com exibição do documentário sobre líder guerrilheiro do Araguaia
Ativistas dos comitês de bacias hidrográficas fizeram um alerta sobre situação das barragens das atividades mineradoras em Minas Gerais. De acordo com a Fundação Ambiental do Meio Ambiente, 42 barragens apresentam estabilidade não garantida por auditores. Elas estão nas bacias dos rios São Francisco, Piracicaba, Jaguari, Grande e das Velhas.