Novo prognóstico, apontado para março, abril e maio, indica maior probabilidade na categoria de chuvas abaixo da média no Ceará.
As chuvas que estão atingindo a maior parte dos municípios do estado no primeiro mês de 2016 ajudam a estabilizar o nível dos reservatórios cearenses. Atualmente, a média geral de volume d'água nos 153 reservatórios monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) se mantém em 12,1%.
O governador Camilo Santana se reuniu na última quinta-feira (19/11) com a presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, em Brasília, para tratar sobre projetos de combate à seca no estado.
Para aliviar os efeitos da escassez de água em Cuba, que vive a pior seca desde 1901, o governo realizará uma “plantação de nuvens” para fazer chover. Segundo Argelio Fernández, especialista do Instituto Nacional de Recursos Hidráulicos de Cuba, a ‘semeadura de nuvens’, como também é conhecida esta técnica aplicada em outras ocasiões no país para provocar o aumento das precipitações, será realizada de forma aérea.
A indústria de São Paulo, cuja atividade de janeiro a junho caiu 8,7%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atravessa também o pior momento da crise hídrica.
O professor de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Universidade Federal do Ceará, Francisco de Assis de Souza Filho, afirmou durante sessão da comissão externa da Câmara dos Deputado, que a transposição do rio São Francisco “é extremamente importante para reduzir os riscos”, mas defendeu a implantação de um plano nacional de prevenção à seca.
Com a transposição do Rio São Francisco, centenas de famílias que tinham casas nos trechos da obra foram transferidas para novos assentamentos agrícolas, como é o caso nos arredores do município de Salgueiro, localizado no sertão pernambucano, região que há séculos sofre com as mazelas da seca. A água ainda não chegou, mas a população já percebe os aspectos positivos que o projeto proporciona à comunidade.
O jornalista e escritor pernambucano Urariano Mota, em sua coluna Prosa, Poesia e Política, fala sobre a chegada de água com as obras de transposição do Rio São Francisco numa das regiões mais secas do Brasil, Cabrobó (PE). Urariano também questiona a postura da grande mídia que não faz a cobertura que deveria para um acontecimento desse porte.
Em 1877 teve início, no Nordeste, uma das piores secas já registradas no Brasil. Ela durou três anos e atingiu a região que hoje abrange 6 estados nordestinos mais o norte de Minas Gerais. A província do Ceará foi a que mais sofreu com a falta de água. Mais de 20% da sua população, que tinha na época 800 mil pessoas, deixou a região, procurando refúgio na Amazônia, outros 10% teriam morrido. Os cálculos não oficiais da época estimam que 500 mil pessoas pereceram em decorrência da seca.
O governo do estado de São Paulo diz estar agindo para evitar o racionamento de água, adotando medidas como a política de descontos, o uso do volume morto, redução da pressão e obras emergenciais, mas para especialistas em meio ambiente, o que o governo está fazendo são paliativos que não vão resolver definitivamente o problema.
Na semana passada, o jornal espanhol El País publicou uma reportagem bombástica que até poderia ter sido produzida no Brasil – se a mídia nativa não fosse tão chapa-branca e tucana. Assinada pela jornalista Maria Martín, ela mostra que no momento mais dramático da falta de água em São Paulo houve uma explosão dos casos de diarreia no Estado mais rico da federação.
Por Altamiro Borges, em seu blog
A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração Nacional reconheceu a situação de emergência em municípios do Piauí, de Alagoas e da Bahia em razão da seca. As portarias da secretaria foram publicados no Diário Oficial da União desta terça-feira (21). No total, 296 municípios nos três estados foram afetados pela estiagem.