CNI divulga que, em outubro, desempenho do setor foi acima do comum para o período: índice de evolução da produção e o de evolução do número de empregados fechou o quarto mês consecutivo de alta
Depois do pré-sal, produção nacional tende a ultrapassar os atuais 3 milhões de barris por dia, e coloca o Brasil entre os 10 maiores produtores e exportadores.
Dados do IBGE mostram crescimento no volume de serviços (0,9%) e na produção industrial (0,3%) em maio, indicando uma retomada gradual da economia brasileira.
Segundo o pesquisador do IBGE André Macedo, apesar da alta de março, ela não foi suficiente para recuperar as perdas recentes.
Desoneração do IPI também contribui para baixo desempenho da produção industrial, que caiu 2,8% em 12 meses. Setor perdeu 1 milhão de empregos na última década.
“A indústria paulista começou o presente ano em uma situação inferior ao início de 2021, devido à grande maioria de seus ramos (83% em queda)”, destaca o Iedi.
Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE mostra recuo de 2,4% em janeiro de 2022 em relação a dezembro de 2021.
A utilização da capacidade instalada, a produção e o emprego caíram entre dezembro e janeiro.
Para pesquisador do Núcleo de Economia Industrial e da Tecnologia da Unicamp, queda do rendimento dos trabalhadores e elevada taxa de desemprego são entraves à retomada.
Trata-se da quinta queda consecutiva do indicador, segundo o IBGE.
Conselheiro e sócio-fundador da BMJ Consultores Associados diz que país não recuperou o nível de investimentos de 2019 por conta do cenário político. Para o especialista em setor externo, que foi secretário de Comércio Exterior durante o Governo Lula, ambiente interno deteriorado também está agravando a queda na produção industrial.
Produção e produtividade industrial estão em queda livre desde junho. Com falta de insumos, energia cara e consumo baixo, tendência é que continuem caindo