Caso de alunos que ofenderam estudantes da USP durante jogos universitários levou faculdade a instaurar instância de apuração. Ministério Público de SP também apura o ocorrido
Falta de políticas públicas sob o governo Bolsonaro e violência tornam ainda mais vulnerável a vida dessa população no país
O programa brasileiro de combate à Aids precisa se modernizar para garantir que a ampla testagem e o acesso ao tratamento, evitando milhares de mortes que ainda acontecem pela doença.
Há preconceitos no Brasil. O maior de todos, o mal talvez incurável, a canalhice insofismável, o ódio primordial, o medo primitivo é um só: de verdade, “eles” — permitiam-me as aspas, que eu mesmo costumo combater — odeiam os pobres.
Ao se referir a nordestinos como “paraíbas”, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) adotou uma postura preconceituosa e passível de punição pela lei. É o que apontam linguistas e advogados ouvidos pelo jornal Folha de S. Paulo. A origem do termo está intrinsecamente relacionada à intensificação dos fluxos migratórios de nordestinos para o Sudeste a partir dos anos 1960, especialmente de baianos a São Paulo e paraibanos ao Rio de Janeiro.
A jornalista Michelle Sampaio fez um desabafo neste sábado (23) após ser demitida da TV Vanguarda, afiliada da TV Globo no Vale do Paraíba. Segundo ela, o desligamento foi pelo fato dela não ter conseguido emagrecer após uma gravidez em 2016.
Tenho interesse pelo universo das travestis desde que entrei numa cadeia pela primeira vez. Como conseguem sobreviver e impor respeito em celas superlotadas de homens machistas e violentos?
Por Drauzio Varella*, na Folha de S.Paulo
A advogada negra Valéria Santos foi algemada e arrasatada durante uma audiência no 3˚Juizado Especial Criminal em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. A advogada estava defendendo uma ré quando pediu que sua demanda fosse apreciada em defesa da cliente e disse que não iria se retirar do local enquanto isso não acontecesse. A juíza leiga (considerada juíza auxiliar) Ethel de Vasconcelos, responsável pelo caso, resolveu dar a sessão como encerrada mesmo assim.
A ausência de uma tipificação específica para crimes de ódio e intolerância pode estar com os dias contados no Brasil. Tramita atualmente na Câmara dos Deputados, em Brasília, uma proposta que pretende incluir esse tipo de agressão no Código Penal, abrangendo casos de preconceito motivados por orientação sexual, identidade de gênero, religião, situação de rua, condição de migrante e deficiência, entre outros.
Injúrias praticadas por questões de gênero e de orientação sexual são crimes que podem ser agravados. É o que prevê projeto de lei (PLS) da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), aprovado em decisão terminativa pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira (28).
Uma briga de trânsito próximo à rodoviária Barra Funda, no último sábado (27), teve desfecho que reacendeu o debate sobre o racismo praticado pelo sistema penal.
Em 2014, em artigo em Interesse Nacional, “O mal-estar entre nós”, escrevi, preocupado, que uma coisa que eu não havia visto anteriormente, o ódio, havia surgido entre as elites econômicas brasileiras. Poucos leram esse artigo, mas, em fevereiro do ano seguinte, em longa entrevista a Eleonora de Lucena na Folha de S. Paulo, esta preocupação apareceu no título da matéria, e teve ampla repercussão.
Por Bresser-Pereira, em sua página no Facebook