Em comunicado publicado na edição desta quinta-feira do jornal Avante!, órgão do Partido Comunista Português (PCP), a organização avalia os resultados obtidos na última eleição legislativa do país, disputada no dia 5 de junho. A Coligação Democrática Unitária, que reune o PCP e o Partido "Os Verdes", elegeu 16 deputados, um a mais que na eleição anterior.
O Partido Comunista Português (PCP) denunciou nesta quarta-feira (4) o brutal pacote de austeridade resultante do acordo do governo do país com a Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internaional para obtenção de um empréstimo de 78 bilhões de euros.
Há 37 anos, no dia 25 de abril de 1974, eclodia a Revolução dos Cravos, que libertou Portugal do salazarismo, o que resultou em conquistas democráticas e avanços sociais, depois comprometidos com as sucessivas políticas de direita postas em prática. Acompanhe o comunicado da Comissão Política do Comitê Central do PCP, intitulado “Defender e afirmar Abril: Por uma política patriótica e de esquerda”, emitido na passagem do 37º aniversário da Revolução.
O primeiro-ministro português, José Sócrates, demitiu-se do cargo na última quarta-feira (23) após a rejeição pelo Parlamento do intitulado Plano de Estabilização e Crescimento (PEC), mais um pacote de austeridade do governo do Partido Socialista, que fazia na prática uma política conservadora e de direita. A expectativa é que sejam convocadas eleições antecipadas para a formação do novo governo.
Em nota assinada por seu secretário de Relações Internacionais, Ricardo Alemão Abreu, o PCdoB “expressa suas congratulações” por conta dos 90 anos do Partido Comunista Português, comemorados neste domingo (6). O texto sublinha a importância de Álvaro Cunhal, histórico líder comunista de Portugal e “referência imprescindível para comunistas e lutadores pelo socialismo em todo o mundo”.
A editora Avante!acaba de lançar o Tomo 3 das obras de Álvaro Cunhal. Secretário-geral do Partido Comunista Português durante mais de três décadas, liderança destacada da Revolução de Abril de 1974, de cujo governo provisório fez parte, Cunhal foi também um fecundo escritor e publicista, um dos mais importantes pensadores comunistas do século 20. O texto a seguir foi apresentado pelo diretor da editora no lançamento do livro.
Por Francisco Melo
O Comitê Central do Partido Comunista Português esteve reunido em 11 e 12 de fevereiro para analisar a evolução da política no país ibérico, assim como alguns aspectos da situação internacional, no quadro do agravamento da crise estrutural do capitalismo. Na ocasião, foi aprovado um documento político que faz um diagnóstico profundo e revolucionário da conjuntura.
O jornal Avante!, do Partido Comunista Português, nasceu em 1931, na clandestinidade, quando em Portugal se construía a ditadura fascista. Depois de uma primeira década de edição irregular, o Avante! passa a sair ininterruptamente de 1941 até Abril de 1974, sendo em todo o mundo o jornal que mais tempo resistiu na clandestinidade.
Por iniciativa do Partido Comunista Português, diversos partidos comunistas de todo o mundo emitiram nesta segunda-feira (1º), uma posição comum intitulada “20 anos após a Guerra do Golfo, a importância da luta pela paz e contra a exploração e opressão imperialistas”.
O PCP expressa a sua solidariedade aos trabalhadores e ao povo do Egito em luta pelos seus direitos sociais e laborais, pela justiça social, a democracia e a liberdade. Condena veementemente a repressão que, às ordens do governo de Hosni Mubarak, foi e continua a ser direcionada contra os trabalhadores e o povo em luta e presta a sua homenagem aos cerca de 100 cidadãos egípcios mortos pela violência de Estado.
O presidente de Portugal, o conservador Aníbal Cavaco Silva, foi reeleito neste domingo (23) com cerca de 53% dos votos . Em segundo lugar ficou o candidato do Partido Socialista, Manuel Alegre, que beirou os 20%. Mais de 53% dos eleitores não compareceram às urnas. O candidato do PCP, Francisco Lopes, ficou em quarto lugar, com mais de 7% dos votos.
Milhares de apoiantes de Francisco Lopes lotaram, domingo, o Campo Pequeno, em Lisboa, demonstrando que no dia 23 é possível construir um resultado que expresse a indignação popular para com o rumo de injustiça social e declínio nacional, e manifeste a exigência de mudança de política.