Observe como, após a Guerra Fria, os EUA foram perdendo espaço no continente, desviando-se para o Oriente Médio. A saída do Afeganistão sinaliza para a mudança de perspectiva, com a OTAN cercando a Eurásia.
Se a ONU quer ser a voz da paz e da segurança que consta do seu mandato, tem de assumir uma posição muito mais ativa e mais independente da dos países envolvidos.
A substancial deterioração das relações entre os Estados Unidos e a Rússia nos últimos meses atingiu níveis perigosos para a paz e a segurança internacionais, apontam especialistas no assunto.
É importante compreender que todos os países, incluindo os EUA, têm interesses estratégicos centrais que, se violados, podem forçá-los a tomar uma ação militar e ir à guerra.
A Rússia avançou suas peças no tabuleiro do xadrez geopolítico da Europa e venceu o primeiro round
O fracasso no Afeganistão e em outras das «guerras sem fim» deixaram sequelas na aliança, potenciadas pelas frequentes derivas estratégicas dos Estados Unidos.
Em seu comentário semanal sobre geopolítica, Walter Sorrentino, Secretário de Relações Internacionais do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), aborda a questão da chantagem estadunidense na disputa pela implantação da tecnologia 5G no Brasil e a oferta do “prêmio maldito” pelo representante do governo dos EUA em visita a Bolsonaro: tornar o Brasil sócio global da Otan.
O coronavírus COVID-19 vai ser culpado dos males do mundo e talvez venha a justificar (Financial Times, 6.3.20) “empréstimos baratos aos bancos […e] uma injeção coordenada de liquidez no sistema bancário” (não deveria ser nos Sistemas Nacionais de Saúde?). Mas outro vírus, muito mais perigoso e mortal, está a alastrar: o vírus do belicismo imperialista, que ameaça a sobrevivência da Humanidade.
Nos anos recentes, particularmente deste a tomada de posse da administração Trump, tornou-se recorrente o aparecimento de episódios altamente midiatizados que procuram alimentar a ideia de uma aparente confrontação entre a União Europeia e os Estados Unidos da América e o seu instrumento de domínio geoestratégico mundial, a OTAN.
O presidente dos Estados Unidos responde ao presidente francês em tom elevado. Antes, o presidente da Turquia trocara farpas com Macron.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou na noite da quarta-feira, 31, a indicação do Brasil como aliado importante extra-Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).