Não foi surpresa para ninguém, quando a Academia de Cinema de Hollywood levou Roma para 10 indicações ao seu prêmio anual. Não é de hoje que o México se tornou a vanguarda do cinema na América do Norte e sem dúvida o novo filme de Alfonso Cuarón Orozco, lançado pela plataforma de streaming Netflix, fez por merecer.
Por Edyr Cesar
O Women’s Media Center (WMC) divulga anualmente sua pesquisa quantitativa mostrando a proporção de homens e mulheres indicados ao Oscar nas principais categorias de não atuação. Após campanhas como a #OscarSoWhite, que criticava a falta de minorias na frente e por trás das câmeras nos filmes que concorrem ao prêmio, a entrada de votantes pertencentes a esses grupos se mostrou mandatória, e realmente aconteceu; no meio desse bolo, muitas mulheres
Com quatro estatuetas, entre elas as de melhor filme e direção, para o mexicano Guillermo Del Toro, A forma da água foi o grande vencedor da 90ª edição do Oscar, em cerimônia realizada na noite deste domingo (5) no Teatro Dolby, em Los Angeles. A produção tinha um total de 13 indicações.
O longa chileno Uma mulher fantástica, de Sebastián Lelio, levou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, na noite deste domingo (4). Além de ser a primeira vez que o país sul-americano conquista uma estatueta, é também a primeira vez que o prêmio é concedido a uma obra estrelada por uma atriz transexual, a chilena Daniela Vega.
Em tempos de #MeToo e "Time's Up", mulheres tentam ganhar espaço na indústria do cinema. Hollywood, no entanto, ainda está longe de alcançar igualdade de gênero: apenas 23% dos indicados ao Oscar neste ano são mulheres.
O período que antecede a entrega do Oscar tem o inconveniente óbvio de dar excessivo destaque (e espaço nas salas de exibição) a um punhado de filmes que nem sempre merecem a deferência. Mas há uma modesta compensação: os indicados na categoria “Filme em língua estrangeira” permanecem mais tempo em cartaz do que ficariam normalmente em nosso circuito voraz. Salvo engano, todos os cinco deste ano seguem em exibição no país.
Por José Geraldo Couto*
Os inevitáveis “filmes do Oscar” começam a se acumular. Falemos sobre dois deles, extremamente diferentes entre si: o fantasioso A forma da água, de Guillermo del Toro, e o “realista” The Post, de Steven Spielberg.
Por José Geraldo Couto*
Ano passado, a Academia surpreendeu ao entregar o prêmio máximo do Oscar a um filme independente, de um autor praticamente desconhecido e protagonizado por afro-americanos com uma temática gay.
O negócio de Hollywood é o fake. Dessa matéria prima se fazem os filmes – exibicionismo fake de uma realidade falsificada que só existe na cabeça de roteiristas, diretores e do público enganável de sempre. (Confissão: gosto de alguns filmes.)
Por Dario Alok, em seu blog
Quem foi melhor? Pelé ou Ayrton Senna? Quem compunha melhor? John Lennon ou Mozart? Está achando estas comparações absurdas? Pois são mesmo. Comparar Senna com Pelé – ainda que ambos tenham sido esportistas – e Mozart com Lennon – ainda que ambos tenham sido músicos e compositores – é tão descabido quanto comparar, digamos, “Moonlight” e “La La Land”. Ainda que ambos sejam filmes.
Por Celso Sabadin*
Era tamanha a expectativa em torno de La La Land que ninguém desconfiou quando Warren Beatty e Faey Dunaway anunciaram o prêmio de melhor filme para o longa de Damien Chazelle. Equipe e elenco subiram ao palco, começaram os discursos emocionados e veio a inesperada interrupção. “Na verdade não ganhamos.” Veja também a lista dos filmes e artistas premiados.
Nenhum negro foi indicado para as principais categorias da premição em 2016. Neste ano, após mudanças na Academia, há 18 candidatos.
Por Julia Hitz, da DW