Contam que Olavo Bilac, que havia sido um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, pilheriava sobre a sua condição de imortal, como eram chamados os membros daquela casa, na qual ocupou a cadeira de número quinze. Dizem que respondia ser imortal por não ter onde cair morto. Pois há cem anos, trinta depois da publicação do seu primeiro livro, Poesias (1888), Bilac deixou a vida terrena e virou imortal.
Por Joan Edessom