O presidente do México, Felipe Calderón, disse nesta quinta-feira (19) estar preocupado que o crime organizado e o tráfico de drogas afetem as eleições presidenciais, marcadas para 1º de julho. O ministro do Interior do México, Alejandro Poire, acrescentou que foi negociado um acordo com as autoridades eleitorais para enfrentar as ameaças ao processo eleitoral.
Um subcomitê da Câmara de Representantes dos Estados Unidos propôs um plano de ações com o fim de combater o quew considera organizações terroristas – os cartéis de drogas mexicanos. A denominada Lei de Segurança Fronteiriça Aprimorada foi aprovada pelo Subcomitê do Hemisfério Ocidental do Comitê de Assuntos Exteriores da entidade legislativa, noticia o site do Univisión.
O presidente da Bolívia, Evo Morales, pediu na última quarta-feira (14) à Assembleia Legislativa agilidade para aprovar a lei que fornece mais meios de operação e de combate para os aviões K-8, adquiridos recentemente. O objetivo é ajudar no combate ao narcotráfico e permitir que aviões usados para o tráfico sejam derrubados caso não obedeçam à ordem de aterrissagem.
De acordo com estimativas da publicação semanal mexicana Zeta, o combate ao narcotráfico no México já deixou um saldo de 60 mil 402 mortos durante os últimos cinco anos. De acordo com a publicação, esta cifra corresponde a 75% do total de assassinatos registrados pelo Sistema Nacional de Informação do México. De dezembro de 2006 a outubro de 2011, foram 80 mil 107 homicídios no país.
A mídia venezuelana revelou nesta segunda-feira que Maximiliano Bonilla, notório narcotraficante colombiano e conhecido como Valenciano, foi capturado no país. Ele é o chefe da máfia denominada Escritório de Envigado.
Além de não conseguir reduzir a violência, a “guerra” contra o narcotráfico, declarada em 2006 pelo presidente Felipe Calderón, fez com o que o México tivesse aumento "drástico" de violações graves aos direitos humanos, quase nunca investigadas. A denúncia consta no relatório “Nem segurança, nem direitos: execuções, desaparições forçadas e tortura” na ‘guerra contra o narcotráfico' do México, do Human Rights Watch, publicado no início deste mês.
A luta contra o narcotráfico é utilizada hoje pelos Estados Unidos como uma campanha para desprestigiar a administração de Evo Morales, denunciou o governo boliviano.
No relatório anual ao Congresso mexicano, o presidente Felipe Calderón falou sobre os mortos provocados pela "guerra ao narcotráfico". Preferiu não citar números. Não é necessário: o país inteiro sabe que foram cerca de 40 mil até o fim de agosto, número que pode chegar a 50 mil ao final de seu mandato. Ou seja: quase dez mil ao ano. O mesmo número de soldados norte-americanos mortos na guerra do Vietnã. Mais do que os mortos nas guerras da Líbia e do Iraque somados.
Por Eric Nepomuceno.
As eleições gerais da Guatemala, marcadas para 11 de setembro, estão seriamente ameaçadas pelo narcotráfico, afirmou o presidente do país, Álvaro Colom, em entrevista publicada no jornal La Jornada de México nesta quarta-feira (27).
O ex-presidente do México Vicente Fox (2000-2006) acusou a Iniciativa Mérida — plano de colaboração entre o país e os Estados Unidos de combate ao narcotráfico — de ser "uma propina" que os norte-americanos pagam pelo custo da violência no solo mexicano.
Mais 17 corpos foram retirados de valas comuns descobertas no mês passado no Estado mexicano de Durango, informaram autoridades locais neste domingo (15). A descoberta eleva a 218 o número de corpos desenterrados nas últimas semanas em Durango.
O presidente Evo Morales conclamou o país nesta quinta-feira (3) a defender a dignidade e a soberania da Bolívia no que diz respeito à luta contra o narcotráfico. Em ato de condecoração e entrega de sabres a novos generais e almirantes das Forças Armadas, o estadista recordou os tempos em que a Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA) ordenava a oficiais do país andino o que tinham que fazer no enfrentamento do flagelo.