Jornais de todo o mundo destacaram neste sábado (19), ao término da Conferência da ONU sobre o Clima, a decepção deixada pelo acordo mínimo de luta contra a mudança climática obtido pela COP-15. Muitos editorais afirmaram que o acordo é um verdadeiro fracasso e foi um texto costurado às pressas para salvar a honra dos organizadores. A principal crítica é que o documento não conseguiu fixar os objetivos de redução das emissões poluentes.
O presidente da 15ª conferência das Nações Unidas sobre mudança climática (COP-15), Philip Weech, anunciou neste sábado (19) que o encontro “tomou nota” do documento apresentado por um grupo de países liderado pelos Estados Unidos no dia anterior como “Acordo de Copenhague”. Com isso, na prática, não se chegou a consenso mesmo depois de duas semanas de negociações, com a participação de líderes de cerca de 120 países e com a intervenção direta do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon.
Um discursou ocorreu logo após o outro no plenário da Conferência do Clima de Copenhague, na Dinamarca, mas os resultados das falas dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Barack Obama foram diametralmente opostos nos corredores do Bella Center, onde acontece o evento. Enquanto Lula entusiasmou os poucos otimistas que ainda restam no centro de conferências, Obama foi alvo de críticas e decepcionou quem esperava que ele pudesse mudar o rumo das negociações na reta final.
O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, propôs um novo “contrato social” para os bancos que os tornariam mais responsáveis diante da sociedade. Na cúpula dos ministros das Finanças do G20 em Saint Andrews, na Escócia, o premiê britânico disse neste sábado que é inaceitável que os benefícios do sucesso dos bancos sejam aproveitados apenas por alguns, mas que seus prejuízos pesem sobre toda a sociedade.
Turquia e Armênia assinaram neste sábado (10) acordos para estabilizar relações diplomáticas e abrir fronteiras após um século de hostilidade decorrente do assassinato em massa de armênios por forças turco-otomanas na Primeira Guerra Mundial.
Na última sexta-feira (02) a UJS participou de um ato cultural no Mercado Público em Porto Alegre, em solidariedade ao povos pela paz e pela não violência promovido pela Marcha Mundial pela Paz.
O historiador Eric Hobsbawm – que tem sua trilogia (A Era das Revoluções, A Era do Capital e A Era dos Extremos) reeditada no Brasil – diz que o aniversário da queda do Muro de Berlim deveria motivar uma discussão sobre o Ocidente pós-guerra fria. Defendendo suas convicções marxistas, ele afirmou: "Me recuso a dizer que perdi a esperança". Para Hobsbawn, o capitalismo chegou ao seu limite.