A Cutrale, junto com a Louis Dreifus e a Citrovita, vem sendo investigada pela Polícia Federal há mais de 5 anos por prática de cartel, o que estaria sendo feito há mais de 10 anos. Um cartel que, sabemos, definiu preços e datas de compra de laranjas dos citrocultores nacionais, arruinando diversos pequenos e médios produtores de laranjas, concentrando o lucro para a empresa e socializando os prejuízos entre os sem-terra, os pequenos e médios produtores e a população pobre em geral.
O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Paulo Rodrigues, cobrou compromisso e responsabilidade política dos movimentos sociais, ONGs e governos. “Vivemos um momento difícil na conjuntura nacional e internacional”, disse, ao participar do Fórum Social Mundial Temático da Bahia
O MST do Pará distribuiu, nesta terça-feira (12), nota na qual esclarece que não tem nenhuma fazenda ocupada no município de Tailândia, como afirma a reportagem da Revista Veja “Predadores da floresta” nesta semana. No texto, intitulado "Como Veja está depredando o jornalismo e a verdade", o movimento afirma que o veículo "continua usando seus tradicionais métodos de mentir e repetir mentiras contra os movimentos sociais para desmoralizá-los".
Em 2009, fizemos grandes jornadas de lutas e mobilizações que recolocaram a Reforma Agrária na pauta do governo e da sociedade. Apontamos que a democratização da terra era e é a saída para a crise e, como consequência, enfrentamos diversas ofensivas e tentativas de criminalização por parte do inimigo – cujas tentativas de desmoralização culminaram na instalação de uma CPMI contra a Reforma Agrária.
O presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), desembargador Jirair Aram Meguerian, decidiu que o Incra e a Universidade Federal de Goiás (UFG) podem dar continuidade à turma especial de direito para assentados da reforma agrária na cidade de Goiás. A liminar, concedida às vésperas do Natal, suspende os efeitos da decisão anterior que extinguia a turma, em ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF).
Será somente de repressão judicial e de condenação indiscriminada da mídia, que vive a multidão pobre de agricultores sem-terra espalhada pelo Estado e pelo país? Acampamentos de sem-terra e de sem-teto perseguidos e violentados por decisões administrativas e sentenças, por jagunços a soldo de latifundiários, é mesmo esse o único tratamento que merecem?
Por Antonio Cechin e Jacques Távora Alfonsin*, no IHU
Mais de 300 pessoas participaram, no dia 9, do ato em solidariedade ao MST, no auditório da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Sob o lema “Somos todos sem terra”, o ato foi uma homenagem aos que lutam pela reforma agrária e contra a miséria e a fome no país.
Em entrevista ao programa "É notícia", da Rede TV, no último domingo (6/12), o líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, explica a relação do movimento com o governo Lula, argumentando que o principal elemento é a autonomia, mas justificando as ações contra a desestabilização do governo pela direita em 2005. Stédile também critica o papel da mídia no país e apresenta seus argumentos de defesa da Reforma Agrária do país.