Decreto que define a residência como bem público foi assinado na sexta-feira, data em que Tito completaria 73 anos. Espaço deve se transformar em memorial.
Fortaleza terá mais um espaço voltado aos direitos humanos, à memória e à resistência de seu povo. O compromisso de criar o Centro de Memória Frei Tito de Alencar foi anunciado pelo prefeito Roberto Cláudio na última terça-feira (11), durante audiência realizada no Paço Municipal com familiares do frade e representantes de instituições públicas. O memorial será no imóvel onde ele viveu na capital cearense.
Na semana em que se celebra o aniversário de Frei Tito de Alencar Lima, uma série de atividades marca um ato de luta e resistência em sua memória. A partir desta segunda-feira (10) ate a próxima sexta-feira (14) vai ter maracatu, roda de conversa, reisado, sarau e muitas outras atividades que reunirão artistas, amigos e familiares de defesa da memória deste cearense que foi mais uma vítima da ditadura militar.
Uma tragédia incalculável foi o incêndio no Museu Nacional na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. Seu presente de 200 anos foi cortes orçamentários como resultado da política de arrocho do governo Temer. O descaso com a memória e o patrimônio cultural levou à completa destruição de seu prédio e de cerca de 20 milhões de peças.
Por Thomas de Toledo, especial para o Portal Vermelho
Talvez não houvesse sinal maior de indiferença para o escritor e memorialista pernambucano Mário Sette (1886-1950) do que andar pelo Recife sem prestar atenção. Muito mais do que um espaço de passagem, a cidade era algo para ser sentido. Uma experiência feita do presente, mas que só se tornava plena com os vestígios do passado, com a vontade de investigar e imaginar o que já se passou entre esquinas, ruas e pessoas. Andar pela cidade era, portanto, “pisar e querer adivinhar os que já pisaram”.
“Hiatus: a memória da violência ditatorial na América Latina” traz a público o tema do trauma provocado por regimes autoritários, assim, torna-se uma poderosa ferramenta de conscientização e reflexão. É dessa premissa que nasce a exposição “Hiatus: A memória da violência ditatorial da América Latina”, uma parceria do Memorial da Resistência de São Paulo com o Goethe-Institut São Paulo e o Instituto de Estudos Avançados da USP.
Hoje o dia amanheceu com uma notícia que gerou em todos nós uma dor que sufoca. O desaparecimento físico do camarada, irmão, amigo Paulo Fonteles Filho. Não há palavras para definir essa dor e essa perda.
Por Jorge Panzera*
A última vez que conversei com o Rogério Lustosa foi algumas semanas antes de sua despedida da vida. Foi aí pelo final de setembro, começo de outubro, de 1992.
Por José Carlos Ruy*
Além de atividades culturais com música, dança e teatro para crianças e adultos em praças de todas as Regionais, o Projeto Bom de Fortaleza traz, em sua 6ª edição, mais uma novidade. No sábado (21/10), a Praça General Tibúrcio e o Polo de Lazer da Sargento Hermínio receberão o memorialista e colecionador Miguel Ângelo de Azevedo, o Nirez, para uma Roda de Memórias.
Pelo segundo ano consecutivo, o Governo do Ceará promoverá ações em agosto relativas ao tema memória e verdade, desta vez, conduzidas pelo Grupo de Trabalho Memória e Verdade do Estado do Ceará, em parceria com diversas entidades governamentais e não governamentais.
Uma das principais lideranças comunistas do Ceará, símbolo da luta pela democracia, o guerrilheiro Bergson Gurjão Farias, se vivo, completaria 70 anos nesta quarta-feira (17). Para homenageá-lo e manter vivos seu exemplo e sua memória, o caderno cearense do Portal Vermelho ouviu familiares, amigos e contemporâneos. Todos foram unânimes: Bergson faz muita falta, principalmente neste momento delicado pelo qual o país passa.
“Saio cheia de experiências, com garra para seguir lutando e esperança na mobilização estudantil.” É com esse sentimento que a presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Carina Vitral, encerrará sua gestão em junho. Com a voz doce e rouca já conhecida por muitos, a jovem santista de 28 anos relembrou os dois anos mais recentes de sua vida, período que envolveu um golpe de Estado, tentativas de criminalização da entidade e uma disputa à Prefeitura de Santos.
Por Laís Gouveia