Livro revela o terrorismo de Estado racista e denuncia que “além de genocídio, houve feminicídio” no país centro-americano. Conforme documenta a obra, obedecendo a “política de extermínio”, “o estupro foi utilizado na Guatemala para destruir a continuidade biológica, social e cultural do povo maia através do corpo das mulheres”. Por isso, além de clamar por justiça aos mais de 200 mil mortos e 45 mil desaparecidos massacrados entre 1960 e 1996 com o objetivo de abrir caminho à dominação estrangeira, elas levantaram a voz, coletivamente, para denunciar o silêncio que as manteve caladas e construir um país soberano em que tenham direito a existir.