Após as duas primeiras ocupações do ano em São Paulo – realizadas na madrugada desta segunda-feira (7), em prédios municipais dos bairros de Santa Ifigênia, no centro, e Belenzinho, na zona leste – a prefeitura quer marcar reuniões com movimentos de moradia. A primeira, de acordo com a Secretaria de Habitação (Sehab), será na próxima quarta-feira (9). Apesar disso, os grupos desconhecem a agenda.
Movimentos que atuam na área de luta pela moradia ocuparam na madrugada desta segunda-feira (7) dois prédios na região central da capital paulista. As ocupações ocorrem de forma tranquila, de acordo com os coordenadores das organizações.
O tempo seco tem incomodado a maioria dos paulistanos que esperam a chuva com grande expectativa. Mas para as 97 famílias acampadas na praça do Correio, no centro da cidade e a menos de meio quilômetro da sede da prefeitura, é melhor que não caia nenhuma gota. Desde que foram despejadas de um prédio na avenida Ipiranga, em 28 de agosto, as famílias vivem em moradias improvisadas, feitas de lona e madeira.
Levantamento realizado pelo movimento de moradia aponta que pelo menos 400 mil imóveis estão desocupados na cidade de São Paulo. Ao mesmo tempo, uma série de despejos estão em curso. No mais recente, 94 famílias sem-teto foram expulsas do prédio que ocupavam na Avenida Ipiranga, no centro. No local, funcionou um hotel, abandonado há mais de sete anos.
Em protesto realizado nesta sexta-feira (14), na rodovia Anhanguera-Bandeirantes do trecho oeste do Rodoanel Metropolitano, na região de Osasco, Grande São Paulo, moradores fecharam a principal ligação entre as grandes rodovias do estado de São Paulo, que dão acesso à capital.