Com aumento da Selic para 12,25%, Brasil ultrapassa a Rússia (em guerra) e fica novamente na segunda posição entre os maiores juros reais do mundo, atrás apenas da Turquia
Economistas consultados pelo Vermelho ressaltam a sazonalidade dos aumentos e a necessidade de respostas alternativas ao problema, em vez da simples contenção do consumo
Juros da dívida custaram R$ 649 bilhões em 2023, superando em quatro vezes o orçamento de R$ 168,6 bilhões do Bolsa Família em 2024
“O ambiente externo permanece desafiador, em função, principalmente, da conjuntura econômica incerta nos Estados Unidos”, indicou a ata do Copom
Vaivém de indicadores – que sinalizaria um cenário de “incertezas” – deixa o Copom à vontade para, sob a presidência do bolsonarista Roberto Campos Neto, pôr a política monetária ainda mais ao gosto do setor financeiro
O Fed inicia a redução dos juros nos EUA após 11 aumentos consecutivos, buscando um “pouso suave” da economia, foco na estabilidade e emprego, com inflação próxima da meta de 2%
Josué Gomes cobra o retorno dos investimentos no setor produtivo e o abandono do rentismo. Ao Estadão, ainda criticou os elevados juros do Brasil: “não tem cabimento”
Governo chinês lança maior pacote de estímulo econômico desde a pandemia
Enquanto nos EUA o Fed deve dar início ao ciclo de redução dos juros americanos, no Brasil a política monetária de sabotagem ao governo Lula deve frear o crescimento econômico
“Previsões do mercado têm sido bastante errôneas e têm gerado uma interpretação muito equivocada sobre o que está acontecendo na economia brasileira”, diz economista da UFMG
Setores do mercado financeiro mantêm um pessimismo que, segundo críticos, é estratégico para pressionar o Banco Central a manter altas taxas de juros que beneficiam especuladores
Para Paulo Kliass, enquanto variáveis como o PIB e a inflação podem ser acompanhadas com base em dados concretos e modelos econométricos, a taxa Selic é uma decisão política