As comemorações da Semana da Pátria têm sido também um momento de denúncia social que acontece em todo o Brasil há 24 anos. É o Grito dos Excluídos, protestos que culminam no 7 de setembro organizados coletivamente por pastorais e movimentos sociais. “A violência de que falamos no tema deste ano é principalmente a violência do Estado contra as pessoas, a violência da política que nega direitos”, declarou ao Vermelho Karina da Silva Pereira, da coordenação nacional do Grito.
Por Railídia Carvalho
No dia em que lembramos a declaração de independência do Brasil, acontece também por todo o país a edição de 2018 do Grito dos Excluídos, protesto anual idealizado por pastorais e movimentos populares. O ato não acontece em 7 de setembro por acaso: é um convite àqueles tomados pelo espírito de patriotismo para um debate sobre a construção de uma nação mais democrática e menos desigual.
Entre todas as atividades realizadas no dia 7 de setembro, chamou a nossa atenção a gigantesca indignação popular da população de Crateús, que, diante do massacre orquestrado nas instâncias de poder nacional contra a classe trabalhadora, fortaleceu o protesto do Grito dos Excluídos realizado na cidade.
Nesta quinta-feira (7), mobilizações aconteceram em todo país em decorrência do Grito dos Excluídos, evento que está na sua 23° reivindica direitos e democracia. Em Mossoró, Rio Grande do Norte, as atividades do Grito foram marcados por episódios de violências contra os manifestantes. Em nota a organização da atividade no estado repudia a truculência e critica a prefeita local, Rosalba Ciarlini (PP).
Milhares de manifestantes tomaram as ruas do país para participar da 23º edição do Grito dos Excluídos nesta quinta-feira (7 de setembro), Dia da Independência do Brasil. Moradia, saúde, educação e defesa de direitos dos trabalhadores foram algumas das reivindicações dos atos, que rechaçaram a agenda de retrocesso de Michel Temer.
A reação à entrega do patrimônio nacional e em defesa dos direitos da população brasileira precisa vir das ruas, afirmou Ari Alberti, da coordenação nacional do 23º Grito dos Excluídos. Nesta quinta-feira, 7 de setembro, junto à festa oficial da Semana da Pátria serão realizados protestos pelo país em defesa dos direitos e da democracia. “É uma atividade nacional com repercussão internacional que condena o golpe e luta contra a violação dos direitos”, completou Ari.
Por Railídia Carvalho
Coordenado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Grito dos Excluídos é uma iniciativa que busca chamar a atenção da sociedade para a urgência da organização e luta popular frente à conjuntura em que o país vive. Nesta quinta-feira (7) inúmeros protestos acontecem pelo país para denunciar as medidas que retiram direitos da população e atacam a soberania nacional. O lema deste ano é “Por direitos e democracia a luta é todo dia”.
Em 1995 quando aconteceu a primeira edição do Grito dos Excluídos foram registrados pelo Brasil 170 atividades. O protesto cresceu e se espalhou de norte a sul: Nesta quinta-feira, 7 de setembro, realiza a 23ª edição, contestando o atual cenário de retirada de direitos e ameaça à soberania nacional. Estão confirmadas atividades em 24 estados (capitais e diversas cidades) e no Distrito Federal. O Grito deste ano traz como lema “Por Direitos e Democracia a luta é todo dia”.
Por Railídia Carvalho
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou na última sexta-feira (1º) nota convocando o povo brasileiro a participar das atividades do 23º Grito dos Excluídos, que acontecerá nesta quinta-feira (7). Com sua 1ª edição em 1995, o Grito busca mobilizar as pessoas nas lutas pela garantia dos direitos. É organizado pelas Pastorais Sociais e conta com a parceria de outras igrejas e movimentos.
Na próxima quinta-feira, feriado de 7 de Setembro, data na qual oficialmente se comemora a independência política do Brasil, movimentos sociais de todo o país voltam a ocupar as ruas em defesa de direitos e por democracia. O 23º Grito dos Excluídos, ato de caráter ecumênico e apartidário, questiona e denuncia as várias formas de desigualdades do país, apontando qual o real papel do Estado diante das exclusões. O lema deste ano será: “Por Direitos e Democracia, a luta é todo dia”.
Os pedidos de saída do presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), marcaram a 22ª edição do Grito dos Excluídos, durante o desfile do Sete de Setembro, na última quarta-feira, em Salvador. Com concentração na Praça do Campo Grande, a caminhada seguiu percorrendo a Avenida Sete até a Praça Castro Alves.
Durante a manhã da última quarta-feira, feriado de 7 de setembro, manifestantes convocados pela CNBB, Arquidiocese de Fortaleza e pastorais sociais, junto a movimentos sociais, centrais sindicais e sindicatos filiados, somaram forças para combater a exclusão.