Sempre que o debate sobre a Era Vargas vem à tona, eu me pergunto: quem matou Getúlio Vargas? Sobre o seu suicídio, em carta ele abre dizendo “Mais uma vez as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e novamente se desencadeiam sobre mim.”
Por: Professor Carlão*, no Portal da UJS
"Dilma não é Getúlio, eu sei, o Brasil e o mundo não são os mesmos de 60 anos atrás, mas há muitas circunstâncias e personagens bem semelhantes nestes distintos períodos da vida nacional", escreve o jornalista Ricardo Kotscho, em seu blog. Confira íntegra do artigo intitulado "60 anos depois, cerco a Dilma lembra Getúlio".
O deputado estadual Lula Morais (PCdoB) comparou, em pronunciamento no primeiro expediente da sessão plenária desta terça-feira (11/11), a resistência de setores da imprensa à eleição de Dilma Rousseff ao que ocorreu na campanha desencadeada por Carlos Lacerda, da década de 1950, contra Getúlio Vargas. De acordo com o parlamentar, diante das realizações do Governo Federal, não se justifica os ataques contra a presidência da República por setores conservadores da mídia nacional.
Todos os governos desenvolvimentistas brasileiros foram atacados, solapados, um deles derrubado. Foi assim com Getúlio Vargas, com Juscelino Kubitschek, com João Goulart, com Lula e com Dilma. Um ranço da República Velha e da Revolução de 1930, que insiste em retardar o desenvolvimento do Brasil. Parece que não querem o País como potência mundial.
Por Laurez Cerqueira*, no Jornal GGN
“Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História”. A frase, uma das mais célebres passagens da história política brasileira, encerra a carta-testamento deixada por Getúlio Vargas. Há 60 anos, no dia 24 de agosto de 1954, o então presidente tirou a própria vida em meio à pior crise enfrentada em seus anos de atuação política.
No mês que marca 60 anos do suicídio de Getúlio Vargas, o jornalista Lira Neto lança o último volume da trilogia que aborda detalhes da vida de uma das personalidades brasileiras mais marcantes da história.
Os 60 anos do suicídio do ex-presidente Getúlio Vargas são abordados nessa entrevista do Jornal do Senado. O senador Pedro Simon (PMDB-RS) relembra os acontecimentos que chocaram o país no dia 24 de agosto de 1954. Segundo Simon, o suicídio foi um ato de heroísmo. Para o jornalista Lira Neto, autor da trilogia Getúlio, a ideia do “sacrifício” já aparecia nas anotações de Vargas em1930. Para o historiador Antonio Barbosa, o gesto de Getúlio adiou em 10 anos o golpe militar.
O Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), que governou o Brasil na era Getúlio Vargas, oficializou nesta quarta-feira (21) o apoio à reeleição da presidenta Dilma Rousseff. Em 2010, quando Dilma se elegeu presidenta, o PTB apoiou a candidatura do tucano José Serra, mas logo após o início do governo passou a integrar a base aliada no Congresso.
Nesta quarta-feira (14), a Câmara dos Deputados inaugurou a exposição "Getúlio Vargas: o Político e o Mito", que mostra o legado e a biografia política do ex-presidente da República, um dos mais expressivos personagens da história política do País. A exposição marca os 60 anos de morte do ex-presidente e os 69 anos de criação do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Também houve sessão solene no Plenário da Casa para marcar a data.
Na terça-feira (6), a Câmara promove debate sobre os 60 anos da morte de Getúlio Vargas, com a participação de políticos, jornalistas e historiadores. O evento, que acontece às 16 horas, no Salão Nobre, é parte da programação "60 Anos sem Getúlio Vargas", que lembra a morte do ex-presidente e a publicação de sua "Carta Testamento", em agosto de 1954.
A derrubada violenta de Jango em 1964 foi antecedida, a exemplo do que se fez com Vargas, dez anos antes, de uma campanha midiática encharcada de ódio e acusações de corrupção contra o seu governo e a sua pessoa.
O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) registrou, em discurso no Senado, esta semana, o lançamento do segundo volume da biografia de Getúlio Vargas, numa trilogia de Lira Neto. “Um cearense atrevido que assumiu a responsabilidade de fazer uma nova biografia de Getúlio. O primeiro volume é extraordinário. Recomendo a todos que leiam o segundo volume, que trata exatamente do período em que Getúlio chega ao Catete até a sua saída do Catete, em 1945, por um golpe também militar. É muito interessante!”