No processo de impeachment do então presidente da República, Fernando Collor, surgiu uma marca: conseguir juntar os mais amplos e variados setores da sociedade na certeza de que era necessário solapá-lo do poder. Essa marca pôde ser vista nas manifestações, no respaldo popular e também nas elites e governantes estaduais. Se não chegou a ter um consenso nacional, teve, ao menos, uma larga maioria no país. Como comprovar isso? No pós-impeachment.
A direita ganhou com Sebastián Piñera. Ela mobilizou seus eleitores e também os que estão além de sua fronteira, somou muito mais que o um terço que historicamente reúne – o mesmo um terço que conseguiu no primeiro turno.
Por Sebastián Depolo
Um ano é tempo demasiadamente longo em meio à crise política-institucional para supor inalteradas as variáveis do quadro político brasileiro; até porque muitas delas são ingovernáveis, como as da crescente judicialização da política (que, aliás, poderá conhecer um grau inédito de intervenção do STF e TSE na campanha.)
Por Walter Sorretino*
Reunindo dirigentes dos movimentos sociais, autoridades e lideranças políticas de diversos partidos, o ato do 14º Congresso do PCdoB, realizado neste sábado (18), transcendeu o encontro da legenda e se transformou num grande movimento das forças populares em defesa dos interesses nacionais e contra o retrocesso do governo de Michel Temer.
Por Dayane Santos
O golpe de Estado antidemocrático e antinacional perpetrado pela coalizão da direita e centro-direita multipartidárias, sob o comando de Michel Temer, Eduardo Cunha, Aécio Neves e Rodrigo Maia à frente de partidos como PMDB, PSDB, DEM, e outros, criou um novo regime político reacionário, impondo uma dura derrota às forças progressistas.
Por José Reinaldo Carvalho*
Em Artigo intitulado Frente Ampla ou Frente Popular, Breno Altman critica a política de Frente Ampla formulada pelo PCdoB.
Por Aldo Arantes*
A decisão de reforçar a construção de uma Frente Ampla em defesa da democracia, da soberania nacional, do desenvolvimento e do progresso social e mobilizar o povo contra o governo do golpista de Michel Temer marcou a reunião da Comissão Política Nacional do PCdoB nesta segunda-feira (7).
Momento de crise como o atual por que passam a Nação e as forças de esquerda, que recém sofreram importante derrota com a deposição de Dilma, faz se tornarem férteis as tentativas de interpretação de caminhos para sua superação.
Ronaldo Carmona* e Walter Sorrentino**
A Frente, reunida no dia 20 de junho na Assembleia Legislativa, é composta por diversas entidades representativas da sociedade civil organizada. Confira nota abaixo:
Em Fortaleza para lançar na capital cearense o livro “Anos que vivemos em perigo – A Crise Brasileira”, o vice-presidente nacional do PCdoB, Walter Sorrentino, também debateu sobre os recentes acontecimentos dos temas nacionais, apresentou o ponto de vista do Partido e defendeu: “A única saída para o país é uma frente ampla e o povo nas ruas, na luta por Diretas Já”.
Quem acompanhe as notícias sobre o Brasil, cotejando a mídia e os sites informativos, encontra visíveis as contradições que fazem a realidade social e política. Os comportamentos das personalidades políticas, as ações do movimentos sociais, dos sindicatos e dos partidos, são confrontadas com o exercício do poder pela classe dominante, nas várias instâncias da sociedade civil, como no âmbito do Estado, do qual se assenhoreou.
Por Alexandre Weffort*
Em resolução política do Comitê Central, divulgada nesta segunda (3), o PCdoB defende a formação de uma frente ampla para combater o governo Michel Temer e pensar saídas para o Brasil. Para o partido, é preciso reunir os mais diversos setores progressistas e democráticos, patrióticos e populares para “enfrentar, isolar e derrotar o projeto neoliberal no país, liderado pelo PSDB e neste momento compartilhado com o PMDB”.