O documentário brasileiro “O Processo”, de Maria Augusta Ramos, foi o principal destaque desta quarta-feira (21) do Festival de Berlim, um dos mais renomados festivais de cinema do mundo.
O filme Histórias Cruzadas é ambientado no estado do Mississipi (EUA) durante os anos 1960, no período que antecede a luta pelos direitos civis, e tem como protagonistas as empregadas Aibileen, vivida por Viola Davis – ganhadora do Oscar, e Octavia Spencer, que interpreta Minny Jackson, personagem que, além de enfrentar o racismo e os abusos dos seus patrões, convive com um marido violento que constantemente a agride.
A partir de um roteiro escrito em 1987 por Rogério Sganzerla, inspirado por sua vez em contos de Luís Antonio Martins Mendes, a atriz e diretora helena Ignez fez de A Moça do Calendário seu filme mais orgânico e maduro, com uma pungente atualidade.
Por José Geraldo Couto
Numa relação entre duas mulheres, marcada por conflitos de classe, culturais e étnicos, ressurge o mito do lobisomem. Filme de Juliana Rojas e Marco Dutra destaca-se, entre ótimas surpresas da Mostra de São Paulo
Por José Geraldo Couto*
A 41º Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, iniciada na quinta-feira (19) e que irá até o dia 1º de novembro, já divulgou a lista de filmes Brasileiros que estão na programação. No total são 63 produções nacionais
Por Alessandra Monterastelli *
A cineasta pernambucana Tuca Siqueira, 38 anos, apresentou na Mostra Novos Rumos do 19º Festival do Rio, o longa- metragem Amores de Chumbo. Primeiro filme de ficção da diretora – já com uma larga experiência na realização de curtas e documentários –, a produção acompanha-a desde 2008, quando o projeto de desenvolvimento do roteiro foi aprovado no 1º Edital do Audiovisual/Funcultura.
Por Ernesto Barros
O filme “Wiñaypacha” (“Eternidade”), realizado pelo cineasta Oscar Catacora, é o primeiro longa-metragem peruano inteiramente rodado no idioma aymara, língua indígena falada na fronteira entre Peru, Bolívia e Chile.
Você tem fome de quê? Você tem sede de quê? O filme “Fala Comigo”, do diretor Felipe Sholl, fez eu me lembrar da música dos Titãs, com suas perguntas e aquele eterno desejo de saciar as nossas vontades.
Por Vandré Fernandes*
Vejo muita gente torcendo o nariz quando se fala dos filmes de Luiz Carlos Lacerda. Criticam os diálogos, o roteiro, as interpretações, quase tudo… Mas comparar o cinema do “Bigode”, apelido do cineasta, com o quê? Podem dizer o que quiser, mas ele é autêntico, fiel a suas propostas e gostem ou não, ele está com um novo filme no circuito: “Introdução à música de Sangue”. E que belo filme!
Por Vandré Fernandes*
Primeiro longa de Cristiane Oliveira, Mulher do Pai, estreia dia 22 de junho. É um filme encabeçado por mulheres e com uma temática feminina muito presente no roteiro. Protagonizado por Maria Galant e Marat Descartes, o filme conta a trajetória da adolescente Nalu, que, após a morte da avó, precisa cuidar de seu pai cego, mas, ao mesmo tempo, vive o dilema entre ser tecelã como a avó ou buscar uma nova vida longe da comunidade.
Em 2017 se comemoram os 50 anos de lançamendo de um ícone da cultura brasileira de resistência – o filme Terra em Transe, que estreou em 2 de maio de 1967. Obra do genial Glauber Rocha, que criou também filmes lendários, como Deus e o Diabo na Terra do Sol, rompeu com a estética americanizada, com o olhar agudo sobre as contradições brasileiras.
Por José Carlos Ruy
O primeiro plano-sequência de Terra em Transe, de Glauber Rocha, depois dos créditos sobre a tela negra, mostra a superfície ondulante do mar, na direção das ondas. Logo, o oceano encontra terra firme: um continente sombrio, no qual se vê primeiro um promontório, depois uma praia e, em seguida, uma massa escura e contínua. Ao fundo, tambores e cantos afro indicam que se está em algum ponto do Atlântico.
Por Luiz Antônio Araujo