Em 2012, o Governo Federal gastou R$ 753 bilhões com juros e amortizações da dívida, ou seja, R$ 45 bilhões a mais do que em 2011, contrariando o alarde da mídia conservadora diante da alegada queda com os gastos com a dívida e com o fato do superávit primário ter teria ficado abaixo da meta. As informações são do portal Auditoria Cidadã da Dívida.
Fofoca publicada no blog Beyondbrics, mantido pela biblia britânica da especulação financeira, o jornal Financial Times, diz que tentar entender o que o ministro Mantega quer no câmbio pode ser "exaustivo", e que o governo demonstra desejos contraditórios, confundindo os investidores. O jornal diz que "eles não têm ideia do que estão fazendo"
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, declarou nesta quinta-feira (27) que mantém em 4% sua previsão para o crescimento da economia brasileira, valor que está acima dos 3,3% de expansão estimados pelo mercado financeiro para o ano que vem. Disse também que os bancos públicos – Banco do Brasil e Caixa – continuarão a reduzir taxas de juros. A declaração foi feita em entrevista ao portal G1.
The Economist pediu a cabeça de Mantega, com apoio da mídia conservadora no Brasil e sua legião de "consultores" e "especialistas". Motivo: além de travar a mamata da especulação financeira, a queda nas taxas de juros reduz os altos ganhos dos executivos dos bancos.
Por Saul Leblon
O processo crescente de financeirização das atividades econômicas começou a apresentar as suas faturas perversas do apoio incondicional que recebeu de economistas, analistas, gestores do mercado financeiro, integrantes dos organismos multilaterais e governantes pelo mundo afora.
Por Paulo Kliass*