Este artigo surge a partir da comoção mundial em relação ao triunfo de Donald Trump nos Estados Unidos. Pretendo abordar alguns pontos para ter uma leitura geopolítica de um fato que marca um antes e um depois no cenário global.
Por Juan Manuel Karg
A vitória do republicano Donald Trump na eleição presidencial dos Estados Unidos contou com expressiva participação do voto do trabalhador – nos EUA os trabalhadores organizados, tradicionalmente, pendem para os Democratas.
Por João Felicio, presidente da CSI
A chuva fina que caiu durante a tarde na ilha de Manhattan não impediu que várias centenas de nova-iorquinos, como a professora Julia Dunn, saíssem às ruas em vários pontos da cidade dos arranha-céus para expressar a sua frustração com a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos. Ela conta que estava nervosa havia vários dias e que esperava que esse estresse se aliviasse quando visse Hillary Clinton se elegendo.
Bernie Sanders, ex-postulante a candidato pelo Partido Democrata dos Estados Unido nas primárias, afirmou que a vitória de Donald Trump é resultado da indignação da classe média com a recessão econômica e do modelo político estabelecido pela elite e pelos meios de comunicação norte-americanos.
A eleições presidenciais dos EUA revelam muito mais a derrota de um modelo de sociedade decadente do que propriamente uma reação a um governo aparentemente progressista, como o de Barak Obama.
Por Gustavo Guerreiro*
A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) diz ter ficado surpresa com o resultado da eleição presidencial dos Estados Unidos. Falando à Sputnik, a parlamentar declarou também que não esperava um grande avanço político se a vencedora fosse a concorrente de Trump, a democrata Hillary Clinton.
Ao comentar o resultado das votação norte-americanas, a presidenta eleita Dilma Rousseff afirmou que a eleição de Donald Trump faz parte da democracia e que a candidata derrotada Hillary Clinton tem o "espírito digno" ao "respeitar os resultados eleitorais" no lugar de articular um "processo golpista de impeachment".
Depois da vitória de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos nesta quarta-feira (9), o ex-presidente e atual senador do Uruguai, José “Pepe” Mujica, fez uma declaração sem papas na língua: “socorro!”. Segundo ele, esta única palavra “resume tudo”.
Depois da vitória de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos nesta quarta-feira (9), o ex-presidente e atual senador do Uruguai, José “Pepe” Mujica, fez uma declaração sem papas na língua: “socorro!”. Segundo ele, esta única palavra “resume tudo”.
O presidente da Bolívia, Evo Morales, enviou uma mensagem a Donald Trump pelo Twitter, onde o parabeniza pelo resultado nas eleições presidenciais dos Estados Unidos e afirma: “esperamos trabalhar contra o racismo, machismo, a anti-imigração e pela soberania de nossos povos”.
O Partido Republicano manteve nesta terça-feira o controle de ambas as Casas do Congresso dos Estados Unidos, impulsionado pelos bons resultados de Donald Trump na disputa presidencial. Com a vitória do candidato republicano, os conservadores assumem o domínio simultâneo de dois dos três poderes dos EUA, algo que há nove anos não acontecia. A vitória de Trump impulsionou o partido também nas eleições estaduais, apesar das pesquisas que previam o contrário.
Desde que começou a campanha eleitoral para nos Estados Unidos, especialistas em política internacional não previram “nada de bom” para a América Latina no caso de triunfar qualquer um dos dois candidatos – Hillary Clinton e Donald Trump – e muito menos com a vitória da segunda opção. O cientista político alemão Andreas Boeckh, professor emérito da Universidade de Tübingen, havia advertido: “nenhum dos dois candidatos estão para que a América latina celebre”.