Reportagem mostra como funciona o sistema de publicações científicas na área médica, quem ganha com a ivermectina vendida para pacientes de covid, e por que estudos desacreditados sobre a ivermectina continuam servindo de justificativa para uso da droga na pandemia
Numa guerra, crise política ou eleição, as deepfakes deixam de ser diversão inocente para criar caos informacional.
A decretação do fim da Emergência Sanitária da covid-19 é uma decisão política, sem base científica, na linha da falsa dicotomia entre saúde pública e economia. Afinal, 2022 é ano eleitoral.
Idealizada em julho de 2018, durante encontro do Foro de S. Paulo em Havana, Cuba, a Uicom tem como proposta ser uma escola-laboratório para a formação de comunicadores populares, uma marca registrada da resistência dos venezuelanos contra o oceano de mentiras e desinformação praticados diuturnamente por veículos de mídia nacionais e internacionais.
Um número não computado de pessoas, que acreditaram que a pandemia era uma invenção para prejudicar a economia, contraíram o vírus e morreram
Além disso, para Juliano Maranhão, sua alta velocidade de circulação dificulta ao Poder Judiciário remover esse tipo de conteúdo
O podcaster de extrema direita, vendido por milhões a uma plataforma, coloca em questão as responsabilidades desse formato e o futuro dessa mídia.
Quem é afetado pela checagem de fatos, o cético ou o desinformado? Como atinge as crenças de vida do cético, ela gera ainda mais desconfiança. O que falta para alcançar toda a sociedade com informação segura? Talvez encarar os assuntos como complexos e não como verdades consolidadas.
As revelações da denunciante Frances Haugen, primeiro detalhadas em uma série investigativa do Wall Street Journal e depois apresentadas em depoimentos no Congresso, mostram que a empresa estava ciente dos danos que estava causando.
Segundo Pablo Ortellado, dois fatores são importantes para os negócios da empresa: tempo na plataforma e interações — estes que, no período das eleições, têm maior pico
Os adolescentes lutam com a autoestima, e não parece rebuscado sugerir que navegar no Instagram poderia piorar isso. Da mesma forma, é difícil imaginar tantas pessoas se recusando a se vacinar, tornando-se hiperpartidárias ou sucumbindo a teorias da conspiração nos dias anteriores à mídia social.
Mesmo com o descompasso no combate a pandemia por parte do Governo Federal e a ausência de campanhas nacionais em massa para conscientização da população brasileira sobre a importância de se vacinar e manter as medidas não farmacológicas, nós estamos vencendo a ignorância e o negacionismo científico.