“adquirir máscaras se tornou um verdadeiro leilão. Em pistas de aeroporto, oferece-se – em geral os norte-americanos – o pagamento da multa rescisória do contrato e um preço maior pelas máscaras que seriam destinadas a outros países”
Desde o neoliberalismo dos anos de 1990, País tem perdido sua soberania econômica, tecnológica e produtiva
O capital externo está sempre de olho em seus próprios ganhos. Nós deveríamos criar as condições para não precisar dele.
Avenida Paulista, em São Paulo, recebeu protesto liderado pelas dez centrais, com o reforço dos movimentos popular e estudantil
Recessão e golpe empurram a indústria nacional para a pior crise de sua história. Em meio a dificuldades de manter o ritmo de recuperação da produção, 25.376 unidades industriais encerraram suas atividades de 2015 a 2018, conforme a CNC.
Ainda que haja setores da burguesia possíveis de se ser atraídos para um projeto de desenvolvimento nacional, tal atração somente poderia ser exercida por uma ação estatal de relevo.
Nova classe trabalhadora vive hoje uma circunstância pré-insurrecional, com enormes insatisfações frente ao neoliberalismo governamental e patronal
Enquanto a produção industrial no resto do mundo cresceu 10% desde 2014, a atividade nas fábricas brasileiras despencou 15% nesse período. O País está longe de recuperar o patamar industrial em que estava antes da recessão de 2015/2016. Com o golpe de 2016 contra a presidenta Dilma Rousseff (PT) e os governos entreguistas de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PSL), a situação se agravou: o Brasil corre o sério risco de deixar de estar entre os dez maiores países industriais do mundo.
Temos questionado há bastante tempo a desindustrialização, a estagnação econômica, o desemprego e a redução dos direitos sociais, trabalhistas e previdenciários da classe trabalhadora. É, portanto, muito oportuna a reportagem “Número de indústrias fechadas em São Paulo é o maior em uma década”, publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo, em 21 de julho de 2019.
Por Miguel Torres*
O mais recente levantamento do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) relacionando dados de 30 países ao longo de 50 anos identificou no Brasil a terceira maior retração industrial, atrás apenas de Austrália e Reino Unido que se afastaram da indústria como consequência da elevação de renda per capita, diferente do Brasil que passa a liderar o ranking de industrialização precoce.
Por Ergon Cugler*
O quadro atual de desindustrialização faz país regredir ao passado dos ciclos produtivos de antes de 1930. locais e desintegrados do conjunto da nação.
Por Marcio Pochmann*
Nas últimas décadas, a industrialização deixou de ser prioridade tanto para liberais e para economistas de esquerda. Os primeiros apostaram as fichas nas reformas neoliberais e no tripé macroeconômico. A esquerda aceitou o novo regime, supondo que isso levaria ao desenvolvimento econômico desde que fosse complementado por política industrial. Concentrou-se em promover o aumento do salário mínimo e das transferências de renda para os mais pobres.
Por Luiz Carlos Bresser-Pereira*