Pelo menos por um século perdurou no Brasil a ideia de que a democracia brasileira não fazia distinção de cor ou raça e que, por aqui, “todos são iguais”. O mito da democracia racial, hoje, é questionado. E contribui para isso o reconhecimento do problema do racismo pelo governo brasileiro.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou nesta sexta-feira (4) dados da Síntese de Indicadores Sociais. O levantamento reúne amplas informações sobre as condições de vida da população brasileira, analisando os temas: aspectos demográficos, grupos sociodemográficos (crianças e adolescentes, jovens, idosos e famílias), educação, trabalho, distribuição de renda e domicílios.
De acordo com uma pesquisa realizada pelo Sebrae, entre os anos de 2002 e 2012, o número de pessoas negras à frente de empresas no Brasil cresceu 27% e hoje, pela primeira vez, elas são maioria entre os empreendedores do país. Nesse mesmo período, a quantidade de pessoas brancas que possuem uma empresa teve uma redução de 2%.
O Portal Brasil Debate publicou matéria apontando que as políticas atualmente adotadas de combate à pobreza mostram-se potentes para diminuir vulnerabilidades e desigualdades raciais, sendo de extrema importância sua manutenção como um instrumento de combate aos diferenciais de raça no país. Segue abaixo:
A origem racial pode ser a causadora das grandes desigualdades sociais dentro dos Estados Unidos: os que mais sofrem desde a infância as diferenças ou os que já adultos são os que conformam a população majoritária das prisões.
Brasília recebe esta semana, nos dias 20 e 21 de março, a Reunião Regional da América Latina e do Caribe sobre a Década de Afrodescendentes. Organizada pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPIR/PR) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Mesmo nas regiões mais ricas da cidade de São Paulo, a população negra soma menos anos de estudo se comparada à branca e à amarela, aponta o estudo Educação e Desigualdades na Cidade de São Paulo, lançado nesta semana pela organização não governamental Ação Educativa.
Nesta semana em que o 13 de Maio foi lembrado por diversas entidades como uma data que, entre outras coisas, determinou o 'branqueamento' da propriedade das terras, a secretária de Promoção da Igualdade Racial da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Mônica Custódio, defendeu uma reflexão sobre o quê o fim da escravidão representou para o Brasil, quais suas limitações e como a desigualdade deve continuar sendo combatida por todos aqueles que lutam por uma nação mais justa.
As informações da Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada na região metropolitana de Fortaleza (PED-RMF), apontam para uma melhoria nos indicadores do mercado de trabalho, entre 2009 e 2011, especialmente com relação à diminuição das desigualdades existentes entre as populações negra e não-negra, em aspectos como ocupação, desemprego e rendimento.
O Censo 2010, divulgado nesta sexta-feira (29/6), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), aponta que a diferença racial ainda é grande no Brasil. De acordo com o levantamento, os brancos recebem salários mais altos e estudam mais do que os negros.
Os jovens afrodescendentes da América Latina e do Caribe são um dos grupos populacionais que enfrentam as maiores desvantagens, exclusão e discriminação. A informação consta do relatório ‘Juventude afrodescendente na América Latina: realidades diversas e direitos (des)cumpridos’, lançado nesta sexta-feira (18/11), em evento paralelo ao Encontro Ibero-americano do Ano Internacional dos Afrodescendentes–Afro XXI, que acontece até este sábado em Salvador.