O ano de 2018 foi marcado por muitos retrocessos nos direitos do povo brasileiro.
Por Andrey Roosewelt Chagas Lemos, Sílvia Cavalleire, Jonathan de Jesus Silva e Luiz Modesto Costa*
O 4º Salão do Livro Político, realizado no Tucarena (PUC), em São Paulo, nesta segunda-feira (18), promoveu uma mesa de debate com presidenciáveis que apontaram os seus livros de cabeceira.
O fim do escravismo e a transição para o trabalho livre foi a maior transformação revolucionária no Brasil. E as marcas do racismo permanecem como uma chaga social
Por José Carlos Ruy
Em 1967, os tumultos entraram em erupção em cidades dos Estados Unidos, de Newark, Nova Jersey, para Detroit e Minneapolis no Centro-Oeste – dois anos depois que a violência entrou em erupção no bairro de Watts de Los Angeles. Em resposta, o presidente Lyndon B. Johnson nomeou uma comissão, liderada pelo governador de Illinois, Otto Kerner, para investigar as causas e propor medidas para abordá-las.
Por Joseph Stiglitz*
A população negra é a mais afetada pela desigualdade e pela violência no Brasil. É o que alerta a Organização das Nações Unidas (ONU). No mercado de trabalho, pretos e pardos enfrentam mais dificuldades na progressão da carreira, na igualdade salarial e são mais vulneráveis ao assédio moral, afirma o Ministério Público do Trabalho.
Jovem é o único preso em decorrência das manifestações de junho de 2013. Após progressão de regime, ele foi condenado por associação ao tráfico, tendo como única prova a palavra da polícia.
O historiador e professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp, Sidney Chalhoub, que também é docente do Departamento de História da Universidade de Harvard (EUA), nocauteou o discurso meritocrático, além de mostrar o que ele realmente pretende: manter e reproduzir a desigualdade social e racial.
Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) constatou que mulheres e negros são os mais atingidos pelo aumento da taxa de desocupação (desempregados, subempregados e dos que querem trabalhar e não conseguem). Entre os que se autodeclaram negros o percentual é de 14,4% (entre os autodeclarados brancos é de 9,5%) e entre as mulheres é de 13,8% enquanto a dos homens é de 10,7%.
Por Railídia Carvalho
A análise do perfil das candidaturas para as Eleições 2016 revela, mais uma vez, o sexismo e o racismo das estruturas de poder no Brasil. Das 493.534 candidaturas em todo o Brasil, sendo 156.317 candidaturas do sexo feminino, apenas 14,2% (70.265) são mulheres negras concorrendo ao cargo de vereadora e 0,13% (652) ao cargo de prefeita – considerando-se “negra” a somatória das variáveis ‘pretas’ e ‘pardas’.
O número preocupa: 15 milhões de jovens entre 18 e 29 anos não concluíram o Ensino Médio no Brasil em 2014, segundo mostra um estudo inédito realizado pelo Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária). De acordo com a pesquisa, pouco mais da metade (62%) dos jovens terminaram a etapa da Educação Básica. Uma estatística que alarma, mas que já foi pior – em 2005, o percentual ficava em torno de 46,8%.
“A polícia matou um moleque de 10 anos de idade e isso passou batido”, denuncia KL Jay, DJ dos Racionais MC's, em uma entrevista à TV Carta.
O IBGE divulgou nesta quinta (28) a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), onde aparece que os negros ainda ganham 40,8% a menos que os brancos. “O racismo brasileiro é impressionante. Mesmo com cotas nas universidades e com reconhecida elevação no grau de conhecimento e aperfeiçoamento profissional, os negros não conseguem ganhos salariais”, diz Mônica Custódio, secretária de Promoção da Igualdade Racial da CTB.