O novo diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), José Graziano da Silva, que assumiu no domingo (1º) o cargo, pretende dar um impulso à segurança alimentar, aumentando o apoio da instituição aos países mais pobres com déficit alimentar, especialmente os que sofrem com crises prolongadas.
Embora a nossa tarefa esteja dificultada pelo ambiente econômico, estou convencido de que podemos avançar em direção à erradicação da fome.
Por José Graziano da Silva, na Folha de S. Paulo
O programa Bolsa Família teve no primeiro ano da presidente Dilma Rousseff seu maior aumento nominal desde sua criação e bateu um novo recorde.
Representantes de governos e da sociedade civil de todos os estados discutem durante três dias, na Bahia, a implementação de políticas públicas de garantias à alimentação adequada para milhões de brasileiros em situação de extrema pobreza. O debate, iniciado nesta segunda-feira (7/11), no Centro de Convenções, em Salvador, é realizado durante a 4ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – Alimentação Adequada e Saudável: direito de todos, que acontece até quinta-feira.
Aconteceu, no início da noite desta segunda-feira (7), a abertura da 4ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, em Salvador (BA), promovida pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), do ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome. A ministra, Tereza Campello, é uma das participantes do evento, que acontecerá até quinta-feira (10),no Centro de Convenções da Bahia.
Diante da crise econômica mundial, a presidente Dilma Rousseff defendeu nesta segunda-feira (7) que os países devem garantir renda às famílias mais pobres, assim como têm se esforçado para salvar os bancos.
Nono doador de alimentos no mundo e responsável por uma série de programas de transferência de renda, o Brasil se tornou referência para o Programa Mundial de Alimentação das Nações Unidas (cuja sigla em inglês é WFP). No próximo dia 7, será inaugurado o primeiro Centro de Excelência Contra a Fome no Brasil, em Brasília, mas a festa vai ser em Salvador (na Bahia). O escritório comandará ações em 18 países – na América Latina, África e Ásia.
O economista brasileiro Daniel Balaban, com mestrado em relações exteriores, será o diretor do Centro de Excelência contra a Fome no Brasil. O centro, em Brasília, servirá como um local de orientação para executar ações relacionadas à alimentação e educação. Balaban disse em entrevista que o país conquistou o respeito mundial pelos esforços no combate à pobreza e à fome.
A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, disse na noite de segunda-feira (10) que a erradicação da fome é uma meta que o governo pretende cumprir até 2014. Segundo ela, a luta para que não falte comida a nenhum brasileiro está incluída na agenda de combate à miséria.
O Brasil lidera pela terceira vez o levantamento da organização não-governamental (ONG) ActionAid, divulgado nesta segunda-feira (10), que lista os países que mais combatem a fome. Desta vez, o anúncio de mais investimentos para a agricultura familiar levou o Brasil ao topo do ranking. Malauí, Ruanda, Etiópia e Tanzânia completam as cinco primeiras posições.
O Brasil é visto no mundo como um modelo de sucesso no combate à fome, disse na quarta-feira (3) o novo diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o brasileiro José Graziano.