A expectativa é que Jair Bolsonaro sancione a peça com vetos. Caso se confirme essa solução, considerada a mais provável, será uma derrota para Guedes, que defendeu veto integral
Segundo Estadão, encontros da cúpula do Congresso com empresários, representantes de bancos e do mercado financeiro resultou em um movimento político pela intervenção nos rumos do governo de Jair Bolsonaro.
Médico cardiologista substituirá o general Eduardo Pazuello, mas repercussão mostra apenas dúvidas. Deputado Orlando Silva diz que é Bolsonaro quem impõe o negacionismo aos ministros.
A troca de comando no Ministério da Saúde já vinha sendo reivindicada por parlamentares do centrão. Críticos da gestão do ministro, eles brigam por mais espaço no governo
“O imprevisto faz parte da sua lógica, aí está o Centrão não como mero coadjuvante, mas com fumaças de protagonismo, mais uma peça no tabuleiro a ser considerada pela esquerda democrática ao conceber seu xeque-mate à aventura golpista que visou atalhar nossa história”
O cenário atual não é muito distinto do que assistimos no governo Temer
Jair Bolsonaro pode ficar na presidência até 2022 – caso um processo de impeachment não abrevie o mandato – e as lideranças democráticas precisam estar preparadas para apresentar projetos para o Brasil.
Os dois anos de governo que restam a Bolsonaro, se conseguir cumpri-los, não serão nada promissores.
Passada a ressaca desta eleição a esquerda deve analisar com atenção a conjuntura atual, pois este rearranjo das forças políticas do país traz desafios novos.
Para sociólogo, “esquerda não pode se cobrar muito, avaliar-se em função do desempenho de 2020”
Durante cerimônia em Brasília, Bolsonaro disse que acabou com a Lava Jato porque “não tem mais corrupção no governo”.