O ex-ministro da Defesa Celso Amorim classificou como “irresponsável” a atitude recente do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de ameaçar fazer uma intervenção militar na Venezuela para depor o presidente Nicolás Maduro, que enfrenta uma intensa crise político-econômica no país.
Ex-ministro das Relações Internacionais e da Defesa nos governos Lula e Itamar Franco, Celso Amorim disse, em entrevista à BBC Brasil, que a política externa do governo Temer "nos melhores momentos é passiva e nos piores é desastrada", em referência à ação do ex-ministro José Serra e o atual, Aloysio Nunes.
Em entrevista à Carta Maior, o embaixador Celso Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores no governo do presidente Lula e da Defesa no governo Dilma, falou sobre a conjuntura política e o retrocesso das políticas sociais desde o golpe de 2016.
O ex-ministro das Relações Exteriores e da Defesa, Celso Amorim, disse estar “triste com as injustiças” cometidas contra Lula devido à condenação do juiz Sérgio Moro nesta quarta-feira (10). “Estou chocado e profundamente entristecido com essa condenação do presidente Lula”.
O ex-ministro das Relações Exteriores (2003 – 2011) e da Defesa (2011 – 2015), Celso Amorim, participou de uma conversa com jornalistas e ativistas na tarde desta quinta-feira (16) na sede do Barão de Itararé, em São Paulo, e fez uma análise sobre o impacto de Donald Trump à frente dos EUA para o mundo. Segundo ele, este é um momento interessante para o Brasil agir a fim de consolidar uma integração latino-americana e fortalecer o continente, porém “está totalmente ausente”.
Por Mariana Serafini
O livro do ex-chanceler Celso Amorim, relatando o protagonismo alcançado pela política externa do Brasil durante os oitos anos do governo de Lula, foi escrito em 2014. Mostra que é possível ter uma diplomacia independente. Lido hoje, é um contraponto à diplomacia de Temer e José Serra, que voltou a ser subalterna ao império norte-americano.
Por Carlos Azevedo
Ex-ministro das Relações Exteriores do governo de Lula e da Defesa na gestão de Dilma Rousseff, Celso Amorim assumiu em junho o comando do Conselho de Administração da Unitaid – agência internacional dedicada a facilitar o acesso de populações pobres a medicamentos para o combate à aids, tuberculose e malária.
Quem critica essa política pretende nos devolver ao tempo em que Brasil e Argentina rivalizavam para saber quem era mais amigo de Tio Sam.
Por Celso Amorim*
Para Celso Amorim, o chanceler mais longevo da história do Itamaraty, o impeachment da presidenta Dilma Rousseff tira a credibilidade do Brasil como ator internacional. A flexibilização do Mercosul, o enfraquecimento da política com a África e os acordos bilaterais propostos pelo governo interino de Michel Temer podem "enterrar a política industrial brasileira".
Em evento realizado em São Paulo nesta segunda-feira (4), o ministro das Relações Exteriores do governo Lula e ministro da Defesa de Dilma Rousseff, o diplomata Celso Amorim, manifestou preocupação com a crise política brasileira e com os "rumos que o Brasil está tomando" sob o governo interino de Michel Temer.
O país tem que encontrar alguma forma de dar uma “sensação de esperança” à população, em meio à crise política e econômica que ganha novos contornos a cada dia, ou um período de grandes dificuldades virá, acredita Celso Amorim, ex-ministro dos governos Lula e Dilma, consultor do Núcleo de Prospecção e Inteligência Internacional da Fundação Getúlio Vargas. A única saída, acredita o ex-chanceler, seria convocar eleições gerais e recuperar a credibilidade dos governantes.
Diante da estarrecedora decisão do Governo golpista de rever a posição da diplomacia brasileira diante da criação de um Estado Palestino, o Conversa Afiada recolheu serena posição do grande chanceler Celso Amorim.