O ex-chanceler Celso Amorim saiu em defesa dos quadros do Itamaraty após o presidente Jair Bolsonaro afirmar que, desde 2003, os diplomatas que chefiaram a embaixada brasileira em Washington, nos Estados Unidos, não fizeram “nada de bom” para o país.
Tolstói abre seu clássico Anna Karenina com a célebre frase “todas as famílias felizes se parecem, mas cada família infeliz é infeliz à sua maneira”, “e a nossa maneira é mais cruel”, acrescenta o ex-chanceler Celso Amorim, ao explicar os desafios que o Brasil deve enfrentar para voltar a se posicionar no mundo como um país soberano.
Por Joaquim Palhares e Mariana Serafini, do Carta Maior
Ainda é prematuro fazer previsões sobre os desdobramentos políticos e diplomáticos da eleição de Jair Bolsonaro no último domingo (28).
Dentro de duas semanas, aproximadamente, a Assembleia Geral da ONU em Nova York voltará a votar uma resolução que condena o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba.
Por Celso Amorim*
O ex-chanceler Celso Amorim avaliou no início da tarde desta quarta-feira (17), o impacto da decisão do Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ter seus direitos políticos preservados e participar das eleições presidenciais.
“Com a vitória de Andrés Manuel López Obrador, o México passa a ser um exemplo para o Brasil e para a América Latina em geral”, afirma o ex-chanceler Celso Amorim, ao fazer um primeiro balanço do resultado das eleições mexicanas do último domingo.
Para o ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, o governo federal deve assumir as responsabilidades que tem com o Rio de Janeiro, não na forma de intervenções que interferem na autonomia do estado, mas com planejamento bem estruturado. Confira a avaliação completa do pré-candidato ao governo estadual do Rio de Janeiro.
Em entrevista ao Brasil de Fato, Celso Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores e da Defesa durante os governos Lula e Dilma, defende o caráter estratégico da Embraer diante da perspectiva de repasse de seu controle acionário à corporação estadunidense Boeing.
O ex-chanceler e ex-ministro da Defesa Celso Amorim divulgou vídeo em que se solidariza com a Venezuela, pela escalada das forças internacionais numa eventual deposição do governo de Nicolás Maduro, especial dos Estados Unidos.
O ministro da Defesa no primeiro mandato de Dilma Rousseff (2011-2014) e das Relações Exteriores nos governos de Lula (2003-2010) e Itamar (1993-1994), Celso Amorim, criticou a insignificância que o Brasil assumiu perante o mundo na diplomacia, desde que o governo de Michel Temer foi instalado, por meio de um golpe parlamentar.
O ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim classificou como “gravíssima” a crise política da Venezuela, agravada pela postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que defendeu intervenção militar como meio para “resolver o problema” do país vizinho.
“Não interessa ao capital financeiro internacional que o Brasil ou, de forma mais ampla, os países da América Latina e Caribe, produzam as reformas sociais necessárias a uma sociedade mais justa e tracem rumos próprios na política internacional”, alertou o embaixador Celso Amorim em entrevista exclusiva concedida ao Portal CTB.