A mudança de paradigma dos bancos centrais na América Latina foi chamada de populista e demagógica por políticos, funcionários e colunistas do chamado primeiro mundo. Curiosamente, hoje, quando no mundo desenvolvido se sugere ou se pratica abertamente uma mudança de modelo, ninguém se lembra do epíteto.
Por Marcelo Justo, de Londres.
O Banco Central (BC) divulgou nesta sexta-feira (25) os números que mostram que os bancos públicos aumentaram a concessão de crédito e emprestaram mais do que os privados nacionais no ano passado. Crédito ofertado pelos bancos públicos subiu para R$1,12 trilhão em dezembro, registrando um aumento de 27,2% em 2012. De acordo com o BC, em 2011, o crédito ofertado pelos bancos públicos foi R$883 bilhões.
O Banco Central (BC) informou nesta sexta-feira (25) que a taxa média de juros cobrada pelas instituições financeiras das pessoas físicas registrou queda de 9,2% em 2012, terminando o ano em 34,6%, o menor valor desde 1994. Segundo o BC, a taxa média de juros bancários de todas as operações, que inclui pessoas físicas e empresas, também registrou o menor valor desde 2000.
O anúncio do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), na noite desta quarta-feira (16), de manter a taxa de juros em 7,25% já era esperado, mas gera reações de sentidos opostos em diferentes setores do país.
Por José Reinaldo Carvalho, editor do Vermelho
A expectativa do mercado financeiro para a inflação neste ano continua a se deteriorar. A mediana das estimativas de cerca de cem analistas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurada pelo Banco Central para o boletim Focus, subiu pela segunda semana consecutiva, de 5,58% para 5,6%. Há um mês, a expectativa era que o indicador encerrasse o ano em 5,45%.
O cenário pessimista para a economia mantém espaço para que o Banco Central siga com a política monetária de juros reais baixos. Esse horizonte foi reforçado ontem com novos cortes nas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB). E as projeções dos juros nos contratos negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) caíram. Mas o volume, inferior à metade da média diária, sinaliza que esse cenário é cada vez mais consensual, deixando pouca margem para apostas mais especulativas.
A inflação no próximo ano será menor que em 2012. A expectativa é do presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, que participou na manhã desta segunda-feira (17) de café da manhã com jornalistas.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) dessazonalizado (ajustado para o período) voltou a registrar crescimento, em outubro, após a queda de 0,52% no mês anterior. Em outubro, houve expansão de 0,36%, na comparação com setembro.
O regime de câmbio flutuante, em que a taxa é definida pelo mercado, não deve ser visto como um incentivo para apostas que intensifiquem suas oscilações, disse o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. O dólar tem ficado acima de R$ 2 nos últimos meses.
A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta semana, trouxe mudanças sutis, porém importantes, na avaliação do ambiente internacional e seu efeito sobre a economia brasileira. Pela primeira vez desde agosto de 2011, o colegiado não usou o termo "desinflacionário" para se referir ao cenário externo.
A possibilidade de o Banco Central voltar a cortar os juros em 2013 entrou no radar do mercado e começa a ser incorporada às projeções dos economistas. Ainda não há revisão generalizada de cenários, mas é consenso que a possibilidade de mais queda da Selic cresceu após os dados recentes da economia.
Com base na alegação do Banco Central de que a retirada da expressão "Deus seja louvado" das cédulas do real iria custar R$ 12 milhões aos cofres públicos e gerar "intranquilidade" na sociedade, a 7ª Vara da Justiça negou o pedido feito pelo Ministério Público de São Paulo para alterar o papel-moeda nacional.