A Central Única dos Trabalhadores (CUT) emitiu uma nota nesta segunda-feira (4), repudiando a perseguição do governo Alckmin ao Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp). Segundo o presidente da central, Vagner Freitas, os tucanos inviabilizam financeiramente o funcionamento da entidade.
A presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Noronha (Bebel), denunciou que a entidade está sofrendo retalhações políticas pelo governo Alckmin.
O governador Geraldo Alckmin cortou nesta segunda-feira (28) o bônus para os professores e servidores da rede estadual de ensino, que desde 2008 premiava os profissionais da educação que atingiam bom desempenho no Idesp (Indicador de qualidade do estado). A proposta do governador é retirar tal benefício para promover um reajuste de 2.5% à categoria. O sindicato dos professores do Estado de São Paulo (Apeoesp) rejeitou a proposta do governo.
A presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel, protestou contra o que considera tratamento diferenciado do governo paulista em relação a manifestações públicas.
Um levantamento parcial feito pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) mostrou que, até a manhã desta quinta-feira (11), 913 classes foram fechadas em todo o estado. A pesquisa, segundo a entidade, foi feita por meio de contribuições de professores e de estudantes que participaram de ocupações nas escolas no final do ano passado, em protesto contra o projeto de reorganização escolar do governo paulista, que pretende fechar 93 escolas em todo o estado.
No último sábado (9) a secretaria de educação do Estado de São Paulo publicou resolução que abre a possibilidade de aumentar o número de alunos nas já superlotadas salas de aula da rede estadual de ensino. O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) afirmou, em publicação da entidade, que esta medida é resultado da concepção de Estado mínimo adotada pelo PSDB.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pode ajuizar uma ação judicial sobre o processo de reorganização escolar na rede paulista, que pretende fechar 92 escolas no estado e afetar 311 mil alunos. A movimentação de ocupação já atinge 213 escolas. Os estudantes criticam a falta de democracia estabelecida e o não diálogo do governador Alckmin com pais, alunos e professores.
Após uma semana da primeira escola ser tomada, em Diadema, estudantes de todo o estado seguem firmes em seus colégios e as ocupações aumentam. A medida é resultado do plano de reorganização proposto pelo governo Alckmin, que pretende fechar 93 escolas estaduais. Rejeitado por 59% dos paulistas, a proposta tucana de desmonte educacional vem sofrendo duras críticas por especialistas.
Por Laís Gouveia
Em mais uma tentativa de desmascarar o plano de reestruturação da rede pública, proposto pelo governo Alckmin, que já encaminhou o fechamento de 94 escolas, entidades do movimento social convocaram uma manifestação nesta quinta-feira (29), na capital paulista. Segundo o Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp), 50 mil pessoas participaram do ato. A diretora do sindicado, Francisca Seixas, denuncia as reais intenções privatistas dos tucanos com o plano.
Por Laís Gouveia
Os professores paulistas aprovaram em assembleia no início da tarde desta quinta (29) uma série de mobilizações contra a reorganização escolar proposta pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB).
Com salários baixos, duras condições de trabalho e falta de perspectivas na carreira, a rede pública estadual de ensino de São Paulo parece vivenciar uma debandada de professores. De acordo com dados da própria Secretaria Estadual de Educação, 9.279 professores foram exonerados entre janeiro de 2011 e junho de 2015. O número – obtido pelo site “Fiquem Sabendo”, por meio da Lei de Acesso à Informação – representa, em média, a saída de 172 docentes da sala de aula por mês.
O desembargador Francisco Casconi, do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo, negou nesta quinta-feira (30) recurso do governo estadual contra a intimação para o pagamento dos dias parados durante a greve realizada entre 16 de março e 12 de junho.