Educar contra o fascismo: a urgência de eleger Guilherme Boulos

“A eleição de Guilherme Boulos é, portanto, uma tarefa urgente e inadiável para todo cidadão comprometido com a dignidade humana.”

Guilherme Boulos em debate SBT News | Foto: Reprodução/Lourival Ribeiro e Rogerio Pallatta/SBT

A cidade de São Paulo, o maior centro urbano do Brasil, sempre desempenhou um papel estratégico nas eleições, sendo um termômetro importante da política nacional. Nas eleições recentes, vimos o avanço preocupante da extrema-direita, representada pela candidatura de Pablo Marçal, que recebeu 1.719.247 votos na cidade. Esse número expressivo não pode ser ignorado: ele revela o crescimento de ideias fascistas, xenofóbicas e antidemocráticas em uma cidade que, em teoria, deveria ser educada e consciente.

Mas o que explica o avanço dessas ideias em uma cidade que já universalizou o acesso à educação básica? Afinal, São Paulo é uma metrópole com vastos recursos educacionais e uma população que, em grande parte, completou o ensino formal. No entanto, a universalização do acesso à educação não foi suficiente para criar uma sociedade consciente, crítica e politicamente engajada. A educação formalizada, na forma como está estruturada, não tem sido capaz de combater o avanço de ideias xenofóbicas, antioperárias, antissocialistas e antidemocráticas.

Dermeval Saviani, um dos maiores educadores brasileiros, nos alerta que “educação é o ato de produzir intencionalmente a humanidade que é produzida historicamente e coletivamente, mediada na prática social.” A escola, dentro de uma sociedade capitalista, está a serviço da classe dominante, perpetuando seus interesses e reproduzindo as ideologias que sustentam a estrutura vigente. Nesse contexto, a educação que deveria ser um caminho para a emancipação tem sido usada como ferramenta para manter a hegemonia das classes dominantes.

Isso significa que, embora as escolas possam transmitir conhecimentos técnicos e práticos, elas não necessariamente formam cidadãos críticos, capazes de identificar e resistir ao fascismo. Pelo contrário, a escola capitalista tende a reforçar um saber pragmático, utilitarista, que não promove uma visão crítica da sociedade e de seus mecanismos de opressão. Educar contra o fascismo significa garantir o acesso ao conhecimento sistematizado, aquele que não se resume a conteúdos superficiais, mas que promove uma compreensão profunda do mundo. O acesso à verdade, ao conhecimento histórico e científico, é o que constrói a humanidade, porque é através desse saber comprometido com uma visão ampla de mundo que formamos uma sociedade capaz de se emancipar.

O fascismo não surge em qualquer condição. Ele é, de fato, favorecido por crises do capitalismo. Quando o sistema está em crise, o discurso fascista ganha força, oferecendo respostas fáceis para problemas complexos e buscando culpados em minorias e movimentos progressistas. É nesse cenário que o fascismo se impõe, mobilizando o medo e o ódio em uma sociedade que, muitas vezes, não tem as ferramentas críticas necessárias para combatê-lo.

Agora, com o segundo turno das eleições se aproximando, ainda que Marçal tenha ficado de fora, a ameaça persiste. Ricardo Nunes, candidato que dá continuidade ao bolsonarismo fascista, é uma figura menos caricata, mas igualmente comprometida com uma agenda conservadora e privatista. Frente a essa ameaça, a candidatura de Guilherme Boulos surge como a única alternativa viável e concreta para interromper o avanço do fascismo em São Paulo.

O avanço de ideias fascistas em São Paulo reflete não apenas uma crise política, mas também uma crise educacional. A educação, da forma como está estruturada, não está preparada para combater o fascismo, pois continua a reproduzir os interesses da classe dominante. O fascismo se alimenta das crises do capitalismo e da falta de uma educação crítica e emancipatória. No segundo turno, mesmo com Marçal fora, a luta contra o bolsonarismo fascista representado por Ricardo Nunes continua, e a educação será um campo de batalha central nessa disputa.

Por que votar em Boulos?

Guilherme Boulos representa a luta por uma cidade inclusiva, democrática e comprometida com os direitos sociais. Ele defende uma educação pública, gratuita e de qualidade, pautada em uma visão crítica do mundo e comprometida com a emancipação dos trabalhadores e das camadas populares. Sua candidatura se posiciona frontalmente contra o projeto privatista e excludente de Ricardo Nunes, que visa sucatear os serviços públicos e consolidar a desigualdade social na cidade.

Boulos tem a educação como prioridade e entende que uma escola verdadeiramente democrática deve ser um espaço de construção do saber crítico, capaz de formar cidadãos que questionem as estruturas de poder e lutem por uma sociedade mais justa. Ele tem o compromisso de revogar o Sampaprev 2, que penaliza os servidores públicos, e de investir em uma educação que valorize os profissionais da área, fortaleça a escola pública e promova a inclusão.

A eleição de Guilherme Boulos é, portanto, uma tarefa urgente e inadiável para todo cidadão comprometido com a dignidade humana. Ele é a alternativa real ao avanço fascista e ao desmonte dos direitos conquistados pela classe trabalhadora. Sua candidatura não é apenas uma escolha política, mas uma responsabilidade moral de todos aqueles que acreditam na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Agora é corpo a corpo: a luta pela democracia é na rua!

Neste segundo turno, a batalha se intensifica. Não temos tempo para construir do zero uma educação crítica que forme cidadãos antifascistas, mas podemos agir agora. É no corpo a corpo, nas ruas, nas conversas com nossos vizinhos e colegas de trabalho, que podemos vencer essa batalha. Precisamos mostrar, com exemplos concretos e no dia a dia, que o caminho do povo é a esquerda, é com Guilherme Boulos, e é com um projeto de cidade que valorize a educação, a inclusão, a saúde e a dignidade humana.

Portanto, votar em Guilherme Boulos é votar contra o fascismo, contra o bolsonarismo, e contra a destruição dos direitos sociais. É votar por uma cidade que abraça sua população e que investe na educação como uma ferramenta de emancipação, e não de opressão. Cada voto em Boulos é um passo em direção a uma São Paulo mais humana, democrática e justa.

Vamos às ruas, vamos às urnas, e vamos garantir que São Paulo diga não ao fascismo e sim à dignidade e ao compromisso com a humanidade. Boulos vitorioso no segundo turno é a tarefa de todo cidadão comprometido com a justiça social!

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