O Brasil, que, em 2014, ocupava a posição de sétima maior economia do mundo, hoje figura como a 12ª, tendo sido suplantando pela Itália, Índia, Rússia, Canadá e Coréia do Sul.
O legado pernicioso de Donald Trump não se restringe aos Estados Unidos.
Se considerarmos o fato de que o destino e a geografia nos obrigaram a habitar no mesmo hemisfério da maior e mais agressiva potência econômica e militar do planeta, é compreensível que a nossa política externa tenha de levar em conta a presença desse vizinho incômodo. Recomenda o bom senso que qualquer um que se veja em situação semelhante deve tomar duas providências elementares: manter um relacionamento o mais amistoso possível e evitar intimidades.
A bem da verdade, já antes de Trump, a China havia deixado de ser considerada uma parceira estratégica dos Estados Unidos e passado à condição de competidor estratégico e, agora, de inimigo a ser vencido.
A ação do governo Trump, que está tomando medidas para deslistar as empresas chinesas das bolsas de valores dos EUA, em meio à crescente tensão entre os dois países, pode ser um tiro pela culatra, levando os investidores internacionais a fugirem do sistema financeiro norte-americano.
O mercado de ações em alta em meio ao crescimento do desemprego e da quebradeira das pequenas empresas é a revelação da anomalia econômica na crise da pandemia
Mesmo com a China retomando gradualmente a atividade econômica, todas as previsões indicam que o mundo pode mergulhar em uma nova recessão, em 2020.