Reunião de cúpula do G20 pode levar R$ 432,5 milhões à economia do Rio
Marcada para meados de novembro, cúpula eleva ocupação de hotéis e deve impulsionar a oferta de empregos na cidade. Levantamento aponta aumento de 28% em receita com eventos
Publicado 22/10/2024 13:14 | Editado 24/10/2024 09:15

O Rio de Janeiro será palco, em novembro, da 19ª Cúpula de chefes de Estado do G20, grupo que reúne as 19 maiores economias do mundo, mais União Europeia e União Africana. O evento vai ajudar a dinamizar a economia da cidade neste fim de ano, elevar a ocupação de hotéis e fomentar a contratação de mão de obra temporária.
Segundo o Visit Rio Convention Bureau, haverá 41 eventos na capital fluminense no mês que vem, que podem impactar a economia local em R$ 432,5 milhões. Deste total, R$ 32,6 milhões, com R$ 1,6 milhão em arrecadação de ISS, correspondem somente ao impacto dos 13 eventos relacionados ao G20.
Os dados contemplam despesas com hospedagem, alimentação, transporte e lazer, sem considerar geração de empregos, ganhos de fornecedores e outros fatores, o que significa que a cifra pode ser ainda maior.
O G20 é um fórum de cooperação econômica internacional que reúne os países mais desenvolvidos e emergentes para debater temas relacionados à estabilidade econômica global.
Entre os destaques de novembro figuram a Cúpula Social, o Giga Workshop Mural do Clima, a Cúpula Urban 20, o I Fórum de Planejamento Municipal: Cidades Sustentáveis, a Cúpula Oceans 20, a Conferência de Segurança de Munique e os encontros do Think Tanks T20.
Além da 19ª Cúpula de chefes de Estado do G20, que será realizada no Museu de Arte Moderna (MAM), em 18 e 19 de novembro, destacam-se as atividades do G20 Social, marcadas para o Boulevard Olímpico, de 14 a 16 de novembro, e do Urban 20, no Pier Mauá (Armazém Utopia), de 14 a 17.
Para a cúpula são esperadas 55 delegações, considerando países-membros, países convidados e organizações internacionais convidadas. Segundo o Itamaraty, o credenciamento está em curso e ainda não é possível precisar o número de participantes.
“Esse impacto na economia local vai desde o táxi, o hotel, o restaurante. Cada pessoa colocada no dia a dia da cidade causa um impacto muito grande. Vão visitar os pontos turísticos, vão sair, vão ao quiosque, vão usar o Uber. É dinheiro novo que vem”, diz Carlos Werneck, presidente-executivo do Visit Rio Convention Bureau.
Ele acrescenta que o Rio possui grande apelo visual e que, por isso, muitas pessoas que trabalham nos encontros chegam acompanhadas das famílias, elevando o número de turistas. “E com isso vem a geração de empregos, que muitas vezes são temporários, mas não deixam de ser empregos que geram renda, geram receita e impostos. E não é toda cidade que te
Promoções em alta
A pesquisa também aponta crescimento no setor de promoções do Rio de Janeiro entre 2023 e 2024. Este ano, foram realizados, até agora, 414 eventos, um aumento de 28,17% na comparação com os 323 de 2023. A receita gerada cresceu de forma expressiva, superando R$ 6,42 bilhões, o que representa alta de 12,27% em relação a 2023.
A projeção do Visit Rio abrange despesas com hospedagem, alimentação, transporte e atrativos, mas não inclui outros fatores, como a geração de empregos e ganhos de fornecedores, entre outros aspectos.
Para o presidente-executivo do Visit Rio, Carlos Werneck, esses números refletem a posição consolidada do Rio como um dos principais destinos para eventos no Brasil.
Para ele, a expectativa é que os números sejam ainda melhores a partir do G20. “Esses resultados mostram o impacto positivo do setor de eventos na economia local, fortalecendo a cidade como um polo de negócios e entretenimento. A expectativa é que o G20 impulsione ainda mais essa visibilidade [do Rio] e contribua para um futuro ainda mais promissor”, finalizou Werneck.