Mauro Vieira chefia a delegação do Brasil na Cúpula dos Brics

Lula sofreu acidente doméstico e os médicos lhe recomendaram não fazer viagens longas. O presidente participará da reunião dos chefes de estado por meio de videoconferência

Mauro Vieira ao chegar em Kazan (Foto: Itamaraty/Divulgação)

Escolhido para chefiar a delegação brasileira, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, chegou na manhã desta segunda-feira (21) a Kazan, na Rússia, onde será realizada a reunião da cúpula do Brics. O encontro começa nesta terça-feira (22) e vai até a próxima quinta-feira (24).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sofreu acidente doméstico no sábado (19) e os médicos lhe recomendaram não fazer viagens longas. Lula participará da reunião dos chefes de estado por meio de videoconferência.

De acordo com o ministro, cerca de 30 países já manifestaram interesse em aderir ao grupo. A discussão sobre a entrada dessas novas nações e como isso será feito será definida durante a cúpula na Rússia.

“Vai ser uma reunião muito importante. Nessa reunião, vai ser discutido e decidido a forma em que essa expansão continuará a acontecer”, disse Vieira em entrevista à EBC.

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“O Brics é uma plataforma muito importante e muito interessante, começando com cinco países que deram origem à sigla, mas se expandindo para outros importantes atores na comunidade internacional nesse momento. É mais um âmbito de diálogo. O diálogo entre essas diferentes plataformas só contribuirá para um melhor entendimento entre as nações”, explicou.

O Brasil assumirá a presidência do bloco em 2025. “O Brasil terá, no ano que vem, dois grandes eventos, duas grandes presidências: a do Brics e depois a COP30. São dois grandes desafios, não só para a diplomacia brasileira, mas para todo o governo. São duas enormes produções”, disse o ministro na semana passada à EBC.

O Brasil assumirá, em 2025, pela terceira vez a presidência do grupo formado pela Rússia, Índia, China, África do Sul, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã.

A primeira ocorreu em 2014 e a segunda, em 2019. A terceira seria em 2024, mas Brasil e Rússia trocaram os anos de presidência por conta do G20 em território brasileiro.

Ao longo do ano, é realizada uma série de reuniões dos grupos de trabalho no país que preside o bloco. O país que detém a presidência rotativa também sedia a cúpula. Em 2025, Brasília vai receber a Cúpula, em data a ser definida.

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