“Bolsonaro, se pudesse, anexava o Brasil aos EUA”, diz deputado
Bolsonaro voltou a dar mau exemplo neste feriado de 7 de setembro. Sem máscara, circulou com crianças e provocou aglomeração
Publicado 07/09/2020 14:19 | Editado 07/09/2020 14:41

Na cerimônia do 198º aniversário da Independência do Brasil, realizada nesta segunda-feira (7), no Palácio da Alvorada, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) seguravam bandeiras dos Estados Unidos e de Israel. Para o vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry (MA), a mensagem de subserviência prestada pelo presidente ficou novamente patente.
“Presidente Jair Bolsonaro, se pudesse, anexava o Brasil aos EUA. Um 7 de setembro com a Pátria ultrajada pelo presidente da República. No dia da nossa Independência, vamos todos defender a soberania de nossa Pátria tão humilhada por esse presidente que bate continência para interesses estrangeiros, sobretudo dos EUA”, apontou o parlamentar maranhense.
Para driblar o cancelamento do tradicional desfile de 7 de setembro – vetado este ano em razão da pandemia do coronavírus – o governo preparou o que deveria ser uma “programação reduzida” dos atos da independência.
Mau exemplo de Bolsonaro
No entanto, sob o argumento de que a estrutura foi criada para receber visitantes, apoiadores de Bolsonaro se aglomeraram para acompanhar a chegada do presidente, enquanto balançavam bandeiras de Brasil, dos Estados Unidos e de Israel (veja a galeria do site Metrópoles). Nem todos usavam máscara de proteção.
Sem máscara, Bolsonaro chegou ao Planalto em um automóvel conversível Rolls-Royce, acompanhado de um grupo de cerca de dez crianças, filhas de autoridades convidadas, a maioria seguindo seu exemplo, sem qualquer proteção contra o coronavírus.