Para Esquivel, Nobel da Paz, golpe na Bolívia é para isolar Fernández
Adolfo Pérez Esquivel, ganhador do Prêmio Nobel da Paz, disse que o golpe de Estado na Bolívia é para isolar o futuro presidente da Argentina, Alberto Fernández. Para ele, considerando que com a auto proclamação presidencial de Jeanine Áñez, foi estabelecida uma ditadura cívico-militar no país vizinho.
Publicado 19/11/2019 16:45

“As ditaduras no continente retornaram. Na Bolívia, há uma suposta presidente que não é endossado pelo Congresso, mas pelos militares”, disse ele em referência a Áñez. E acrescentou: “Foi erguido em uma ditadura, não uma presidente da Bolívia”.
Esquivel disse que na Bolívia houve um golpe de Estado, pois há uma “intervenção militar” e “um massacre do povo” pela polícia.
“O governo argentino é uma vergonha. Espero que ele saia o mais rápido possível”, disse ele sobre a postura neutra da administração de Mauricio Macri, recusando-se a definir a crise na Bolívia como um golpe de Estado.
“Estou mais preocupado com o radicalismo, que abaixou suas bandeiras e se submete a essa ignomínia”, acrescentou ele.
Para Pérez Esquivel, “o golpe de Estado na Bolívia deixa o próximo governo argentino isolado”, pois querem deixar Fernandez sem aliados progressistas na América do Sul.