Luciana apresenta programas de enfrentamento às mudanças climáticas 

O protagonismo de Pernambuco na construção de políticas de enfrentamento às mudanças climáticas foi tema de palestra da vice-governadora do estado, Luciana Santos, na 4ª Conferência Ethos 360º, nesta terça-feira (25). O evento aconteceu no Rio de Janeiro e reuniu especialistas em torno de uma agenda de sustentabilidade e inovação. 

Luciana apresenta programas de enfrentamento às mudanças climáticas - Divulgação

“Nós temos potencial e vocações para atingirmos as metas que o Brasil se propõe. Devemos assumir uma luta política para não abandonar os compromissos que assumimos. O Brasil não pode se esquivar de participar ativamente desse caminho”, defendeu Luciana durante o encontro.

Voltado para empresas da iniciativa privada, o encontro debate soluções, tecnologias, práticas corporativas e políticas públicas que transformem a realidade econômica e social do país, além de estimular inovações nas cadeias produtivas.

Luciana participou do painel “Estados e cidades brasileiras e a liderança política na pauta climática: compromissos e ações conjuntas”. Esteve ao seu lado na atividade Sérgio Margulis, pesquisador Sênior Associado da WayCarbon e do International Institute for Sustainability, e Thais Kasecker, superintendente de mudanças do clima da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Sustentabilidade do Rio de Janeiro.


Parque híbrido em Tacaratu (PE) une a produção de energia eólica e solar desde 2015/Divulgação

Pernambuco é um dos estados mais vulneráveis aos efeitos negativos das mudanças climáticas, em especial nas áreas litorâneas de baixa declividade e em grande parte do Estado sujeita à desertificação.

No painel, a vice-governadora expôs os esforços da gestão para o avanço na formulação e no fortalecimento de suas políticas públicas para adaptação e mitigação às novas realidades decorrentes das mudanças no clima. "Nós temos potencial e vocações para atingirmos as metas que o Brasil se propõe. Devemos assumir uma luta política para não abandonar os compromissos que assumimos. O Brasil não pode se esquivar de participar ativamente desse caminho”, destacou.

Contra a desertificação

Ainda em 2008, o Estado de Pernambuco criou um Comitê Estadual de Enfrentamento das Mudanças Climáticas, seguido do Fórum Estadual de Mudanças Climáticas. A partir de então, foi estabelecida a Política de Enfrentamento às Mudanças Climáticas e o Plano de Enfrentamento às Mudanças Climáticas. Os eixos que balizam tal política são o combate à desertificação, o gerenciamento Costeiro e a gestão urbana. Soma-se a iniciativas nessa direção, a política de Educação Ambiental.

O governo também leva adiante programas como o PE sustentável e o PE solar, para fomentar a adoção das melhores práticas de sustentabilidade ambiental nas empresas e comunidades produtivas no Estado e estimular a implantação de pequenas usinas de geração de energia solar.

Energia renovável

O Estado possui grande potencial para o aumento de energias renováveis na geração de energia (biomassa, eólica, solar e pequenas centrais hidroelétricas), contribuindo com o fornecimento de matéria prima para biocombustíveis, significando um potencial de melhoria de eficiência energética do seu parque industrial.

Por meio das Secretarias estaduais de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Desenvolvimento Econômico, e Infraestrutura e Recursos Hídricos, em parceria com o Consulado-Geral da China em Recife, o governo realizou, em abril, o Seminário sobre Mudanças do Clima e Energias Renováveis. Além de estreitar relações com o país asiático, o evento discutiu e compartilhou experiências no campo de políticas de baixo carbono e setores relacionados, possibilitando que os convidados chineses conhecessem o potencial de investimentos em energias renováveis no Estado.

Este ano, Pernambuco vai sediar a Conferência Brasileira de Mudanças do Clima, que reunirá organizações não governamentais, movimentos sociais, governos, comunidade científica e o setor privado e público brasileiros para três dias de diálogo e formulação de propostas para a implementação da contribuição brasileira ao Acordo de Paris.

Com informações do Blog da Folha de Pernambuco.