“A educação é central para a retomada do crescimento", afirma Manuela
“Essa turma que organiza o ódio e faz com que o medo seja o tema central da política é a turma que não tem proposta para tirar o Brasil da crise”, afirmou a Manuela D’Ávila, pré-candidata do PCdoB à presidência da República, durante bate-papo ao vivo em sua página no Facebook, nesta quarta-feira (22), que contou com mais de 12 mil visualizações, mil curtidas e mais de 700 comentários.
Por Dayane Santos
Publicado 22/11/2017 15:11

Manuela, que é deputada estadual pelo Rio Grande do Sul, reafirmou que a sua campanha tem dois eixos fundamentais: a retomada do desenvolvimento e a formação de uma frente ampla. “O Brasil precisa construir a unidade daqueles que querem colocar o Brasil e o povo brasileiro em primeiro lugar”, enfatizou.
Ela defendeu que as eleições de 2018 serão cruciais para tirar o país da crise, resultado do golpe contra a democracia e da agenda de retrocesso impostas pelo governo de Michel Temer. Segundo ela, a proposta de frente ampla “é muito mais do que uma frente entre partidos”
“É uma frente com a sociedade e com os setores empresariais e com aqueles que podem ser nossos parceiros na retomada do crescimento da economia”, frisou.
Questionada sobre o que pensa como saída para a Educação, a pré-candidata defendeu um pacto nacional para garantir que nenhuma criança ou adolescente, até os 18 anos, esteja fora de uma sala de aula.
“A educação é central para a construção da retomada do crescimento. Por isso, achamos que as universidades e os institutos federais também são estruturantes, porque não temos como garantir essa indústria 4.-0, ou seja, a retomada da indústria nacional, se não tivermos escolas técnicas e universidades sintonizados com um projeto de desenvolvimento”, advertiu.
Questionada por um internauta sobre o tripé econômico, Manuela, afirmou que o câmbio, a inflação e os juros devem estar a serviço dos interesses do país. “Como um câmbio que não favorece a indústria nacional pode ser bom para o povo brasileiro? Como uma taxa de juros que quebra a indústria brasileira, que tira a competitividade dela, pode ser boa para o povo do nosso país? Precisamos colocar a economia a serviço do nosso povo”, argumentou.
Alguns internautas também a questionaram sobre alianças e a pré-candidatura de Ciro Gomes (PDT-CE), e ela respondeu que Ciro sempre foi um aliado importante e a apoio quando saiu candidata à prefeitura de Porto Alegre. “Somos ambos pré-candidatos à Presidência da República. Portanto, não estaremos juntos na chapa, mas certamente estaremos juntos construindo uma ideia de Brasil desenvolvido, mais justo e soberano”, afirmou.