Publicado 14/11/2017 12:36

Estudantes e professores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) seguem na luta em defesa do ensino superior público e contra o descaso do governo Pezão (PMDB), que não aponta saída para a mais grave crise que enfrenta a instituição. Docentes e funcionários seguem com salários atrasados – inclusive o 13º de 2016 –, e alunos sofrem com suspensão de serviços básicos, como o bandejão, por falta de pagamento.
Os professores acreditam que o sucateamento da Uerj não é problema conjuntural que se limita à crise fiscal do estado, mas um projeto político de desmonte.
Eles realizaram um ato, no último domingo (12), em defesa da universidade, em Copacabana, na zona sul do Rio. Os manifestantes seguiram pela orla de mãos dadas, em um abraço simbólico à universidade.
Para o professor de Física Vitor Emanuel Lemes, o descaso com pagamento dos professores representa tentativa de inviabilizar o ensino superior público, e aponta para a privatização. "Obviamente, o governo sabe da situação. É um projeto. Não podem pode dizer que não sabem o que está acontecendo. Dá uma certa tristeza. Eles querem, basicamente, inviabilizar o ensino superior, a começar pela Uerj", diz o professor.
A professora do Instituto de Artes Regina de Paula diz que a Uerj é uma universidade "transformadora", e lembra que foi a instituição de ensino pública a instituir o sistema de cotas para negros e alunos oriundos da rede pública.
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