Publicado 20/09/2017 11:53

A reunião com o governo iraniano era considerada uma dos principais encontros bilaterais da viagem, já que o Irã tem interesse em bens brasileiros, que por sua vez tem interesse em vender ao Irã. Mas por conta das sanções americanas, o país enfrentava dificuldades no financiamento que poderiam ser resolvidas no encontro.
Ao desembarcar nos EUA, Temer se reuniu com o presidente norte-americano Donald Trump, que no seu discurso na ONU atacou o Irã e disse que não validará o acordo nuclear firmado no governo de Barack Obama. Segundo Trump, o acordo é "um embaraço para os EUA".
Temer, por sua vez, demonstrou alinhamento com a posição norte-americana no discurso que fez na abertura da assembleia das Nações Unidas. Nesta quarta, Temer assinou o Tratado para Proibição de Armas Nucleares. "Essa é uma importante contribuição para as aspirações comuns de um mundo mais seguro e pacífico", disse ele por meio de sua página no Twitter.
Temer também se reuniu com o presidente do Egito, Abdel Fattah El-Sisi e com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Denúncia da PGR
Temer não que ouvir falar em denúncia por corrupção. Ao ser questionado sobre a tramitação da segunda denúncia da Procuradoria-Geral da República, Temer saiu reclamando.
Segundo uma fonte da Reuters, Temer comentou longe dos jornalistas: “Isso não merece uma resposta”. Temer falaria com a imprensa depois de encontros bilaterais, mas depois se recusou a responder qualquer pergunta, dando apenas uma declaração sobre o “entusiasmo” de empresários norte-americanos com as reformas brasileiras.
Na viagem, Temer só responde pergunta relacionadas à a atividade que está participando, se recusando a responder perguntas sobre temas internos.