Intimidação a atos pró-Lula em Curitiba tem bomba e cerco policial
No início da tarde desta quarta-feira (10), dia do depoimento do ex-presidente Lula ao juiz Sérgio Moro, é possível listar inúmeras tentativas de intimidação às manifestações programadas para acontecer em solidariedade ao ex-presidente na capital paranaense. Lula depõe no caso das acusações relacionadas ao triplex no Guarujá (SP).
Publicado 10/05/2017 13:16

Correspondente do Portal Vermelho em Curitiba relatou que, no início desta tarde, uma bomba foi atirada contra o hotel Pestana, onde estão hospedados diversos parlamentares de partidos de esquerda.
Segundo o relato, o autor do ataque teria passado de carro e atirou a bomba contra o estabelecimento. Manifestantes reunidos no local responderam com gritos de “fascistas” mas o autor ainda não havia sido identificado até a publicação da matéria.
Na ocasião, jornalistas de vários veículos aguardavam Lula no local já que foi ventilada a possibilidade de o ex-presidente ir ao hotel Pestana.
Intolerância

“O ataque, mais do que demonstrar uma aversão à democracia, reforça a ideia de intolerância e métodos violentos utilizados por grupos isolados”, diz trecho da nota. E completa: “Ao contrário do que propagaram determinados setores da sociedade, o clima das manifestações é de paz, alegria e disposição para defender um Estado Democrático de Direito que garanta direitos sociais”.
Intimidação policial
Além da intimidação policial, o Judiciário restringiu a montagem do acampamento em praças e ruas da capital paranaense. Também houve provocação nas redes sociais e com outdoors direcionados a Lula e com os dizeres: “A República de Curitiba te espera de grades abertas”.
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) destacou a força simbólica do presidente Lula. “Quando essa elite conservadora ataca o Lula, na verdade, ataca a todos nós, todos os setores da sociedade civil organizada, dos movimentos. Todo mundo se sente atacado.”
“O clima está muito bom. É um momento histórico para mandarmos um recado para o Brasil e o mundo”, afirmou.