Com polícia paralisada por melhores salários, ES vivencia caos
O Estado do Espirito Santo (ES) vive momentos de violência, após familiares dos Policiais Militares bloquearem os quarteis, reivindicando melhores salários para os PM´s. Sem a guarda nas ruas, foram contabilizadas 51 mortes em três dias -um aumento de 1.175% no número de mortes, comparando todo o mês de janeiro- além de saques e depredação de lojas.
Publicado 06/02/2017 15:41

No DML (Departamento Médico Legal), na capital, Vitória, corpos estão espalhados por corredores da instituição.
As manifestações se estenderam para outros batalhões durante o fim de semana e, de acordo com a Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar (ACS) já atingem todos os batalhões do estado. A ACS informou que o salário-base de um policial no estado é R$ 2,6 mil, enquanto a média nacional chega a R$ 4 mil.
A entidade argumenta que há anos os policiais não têm aumento salarial e que essa situação acabou por motivar esposas e familiares dos policiais a fazerem as manifestações em frente aos quartéis.
Em menos de um mês no cargo, o coronel Laércio Oliveira deixou o posto. Quem vai assumir a chefia da PM no estado é o coronel Nilton, informou o secretário de Segurança Pública do estado, André Garcia, na manhã desta segunda-feira (6).
O Governo Federal anunciou que autorizará o envio das Forças Armadas e da Força Nacional ao Espírito Santo. De acordo com o Ministério da Justiça, 200 homens da Força Nacional devem chegar a Vitória até o início da noite desta segunda-feira (6).