Companhia aérea estadunidense "Alaska" inicia voos para Cuba
A empresa estadunidense "Alaska Air Group" iniciou nesta quinta-feira (5) seus voos comerciais para Cuba, com uns 170 passageiros, quem chegaram ao aeroporto internacional José Martí de Havana.
Publicado 07/01/2017 09:55

Pela primeira vez, a companhia estabelece destinos aéreos com o país caribenho, após das permissões do presidente Barack Obama para oito linhas aéreas, pois continua o bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba.
Em declarações a Prensa Latina, o diretor geral da companhia Alaska para México e Costa Rica, Francisco Albiter, assegurou que para a empresa é muito emocionante a abertura dos seus serviços em Cuba, os quais contemplam pelo momento um voo diário de ida e volta entre Los Angeles e Havana.
Existe um importante mercado potencial, tendo em vista que em Los Angeles e a zona costeira do oeste estadunidense reside a terça maior população de cubanos-americanos, bem como muitos estadunidenses interessados nos vínculos culturais com Cuba.
Até agora não tinha nenhum destino aéreo direto de carácter comercial entre o oeste dos Estados Unidos e Cuba, pelo que os passageiros deviam fazer diferentes combinações para poder chegar até aqui, disse Albiter.
"Nas operações com Havana utilizaremos aviões 737-900ER; isto é, equipas novas e modernos", explicou o entrevistado.
"Até agora, a Alaska não tem previsão em voar para outras cidades cubanas, pois nesta fase inicial interessa-nos familiarizar com a infra-estrutura aérea no país e aprofundar o conhecimento sobre os serviços que brindam os provedores", respondeu Albiter
O voo inaugural desta quinta-feira (6) foi recebido pelo diretor geral do aeroporto internacional José Martí, Juan Carlos Quintana, quem destacou em diálogo com a imprensa a crescente chegada de visitantes estrangeiros.
"Em 2016, o aeroporto registou recorde histórico no movimento de passageiros ao somar ao redor de 5,3 milhões em voos de saída e entrada", informou.
"Isso representou um incremento de quase 17 por cento a mais que em 2015, que tinha terminado com uma cifra nunca antes registrada", valorizou o diretor.