Governo Alckmin cancelou contrato por proprina na merenda, diz delator
Investigado no esquema de propinas na merenda escolar do governo de Geraldo Alckmin (PSDB), em São Paulo, o presidente da Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar), Cássio Chebabi, afirmou ao Ministério Público que a Secretaria da Educação do governo tucano cancelou um contrato com a entidade para forçar o pagamento de propina.
Publicado 28/01/2016 15:41

De acordo com ele, a entidade venceu em 2013 uma chamada pública para fornecer cerca de R$ 8 milhões em suco de laranja para merenda da rede estadual.
Com o contrato cancelado, um dos operadores do esquema, Marcel Ferreira Julio, teria ligado para o deputado Fernando Capez (PSDB), atual presidente da Assembleia Legislativa do estado, propondo um “acordo” para destravar o negócio sob pagamento de um percentual.
Segundo o Ministério Público Jéter Rodrigues, ex-assessor de Capez, teria intermediado o repasse da propina. Ele admitiu ter sido procurado pelo lobista para ‘renegociar’ o contrato.
Por sua vez, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo disse, em nota, que a segunda chamada pública foi mais vantajosa que a primeira, mas não explicou o motivo técnico do cancelamento.