Requião: Superavit para pagar juros foi causa do impacto na economia
Ao comentar o parecer do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as contas do governo da presidente Dilma Rousseff, o senador Roberto Requião (PMDB-PR), classificou as chamadas “pedaladas fiscais” como uma questão de “engenharia financeira” que não teve impacto na economia real e não representou prejuízo aos cofres públicos.
Publicado 09/10/2015 10:52

"Uma questão formal de contabilidade, uma engenharia financeira. Fernando Henrique fez isso, Lula fez isso, e a própria Dilma já tinha feito isso antes, mas ninguém nunca havia considerado isso um erro grave, um crime, uma motivação para impedimento", afirmou o senador.
Para Requião, a meta de superavit primário imposta pelos credores do governo foi a verdadeira causa do impacto na economia, pois tal medida praticada com "juros imorais" e "contra os interesses do país". levou a equipe econômica a buscar meios de driblar essa limitação contábil e manter o financiamento dos programas sociais.
Segundo o senador, é de se estranhar que a rejeição das contas de Dilma cause comoção nos apoiadores do impeachment da presidente, pois o parecer do TCU é “mera formalidade”. Ele lembrou que o mesmo procedimento contábil alvo de críticas foi adotado em outros governos.