CTB exige libertação da vice-presidenta da FSM, Julia Amparo Lotan
Na última quarta-feira (20), a líder sindical da Guatemala e vice-presidenta da Federação Sindical Mundial (FSM), Julia Amparo Lotan, foi presa com mais quinze pessoas da direção do Instituto Guatemalteco de Segurança Social (IGSS) acusada de fraude.
Publicado 25/05/2015 10:08

Os sindicatos do país denunciam que desde 2013 Julia está sendo perseguida e recebe ameaças, pois, em sua condição de representante dos trabalhadores do IGSS, resistiu à violação da autonomia do IGSS por parte do presidente da Guatemala, o general Otto Pérez Molina.
"O objetivo real de Otto Pérez Molina é controlar o órgão e beneficiar seus aliados as custas do dinheiro dos trabalhadores", afirmam os sindicatos. A CTB, que integra a FSM, expressa seu repúdio à injusta agressão sofrida pela sindicalista.
Leia na íntegra a nota emitida pela central sindical:
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), organização reconhecida formalmente pelo governo brasileiro por meio do Ministério do Trabalho e Emprego, representando a 1.112 entidades sindicais e cerca de 7 milhões de trabalhadores e trabalhadoras, vem a público manifestar seu repúdio diante da brutal agressão ocorrida com a companheira Julia Amparo Lotan, vice-presidenta da Federação Sindical Mundial (FSM) e líder sindical da federação Unsitragua da Guatemala.
Transmitimos nossa mais profunda preocupação com a agressão das autoridades guatemaltecas contra a companheira que, durante anos, vem lutando incansavelmente pelos direitos dos trabalhadores e do povo, especialmente, junto aos trabalhadores do Instituto Guatemalteco de Segurança Social (IGSS).
A manobra para manchar o nome de Julia Amparo, que está sendo vinculada a denúncias de corrupção, não representa mais do que outro atentado à luta sindical, às liberdades sindicais e à paz social. É um atentado à obra, o esforço e o árduo trabalho daqueles que lutam por fazer valer os direitos e conquistas trabalhistas e sociais.
Solidários com a companheira Julia Amparo nos somamos ao apelo da Federação Sindical Mundial, entidade da qual a CTB é filiada, para exigir sua imediata liberação.
São Paulo, 21 de maio de 2015
Adilson Araújo, presidente da CTB
Divanilton Pereira, secretário de Relações Internacionais