Apenas 38% da verba prometida foi entregue para combate ao ebola
Apenas pouco mais de um terço dos recursos prometidos para combater a epidemia de ebola na África Ocidental foram entregues, o que pode ter acelerado a propagação do vírus, segundo estudo publicado pelo British Medical Journal. De acordo com a publicação, até 31 de dezembro de 2014, os doadores tinham prometido um total de US$ 2,89 bilhões para apoiar a ação internacional contra a epidemia. No entanto, apenas US$ 1,09 bilhão foram efetivamente pagos.
Publicado 04/02/2015 12:53

Segundo o estudo, os recursos entregues até o final do ano passado correspondiam a cerca de 38% do que havia sido prometido. O atraso, de acordo com o relatório, pode ter contribuído para a propagação do vírus.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a cobrar mobilização mundial face à epidemia da doença no início de agosto de 2014, mas os primeiros US$ 500 milhões de ajuda só foram disponibilizados em meados de outubro, segundo o estudo.
A publicação assinala a necessidade de um mecanismo que permita um desembolso mais rápido de recursos para combater ameaças à saúde pública como o ebola.
China
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou recentemente que desde o surto epidêmico de ebola no Oeste Africano, a China tem fornecido auxílio de maneira mais rápida, de maior dimensão e num campo mais vasto, pelo qual a ONU expressou um profundo agradecimento.
Segundo Ban Ki-moon, a China atuou rapidamente em resposta aos apelos dos líderes dos países da África Ocidental e da Organização Mundial de Saúde, fornecendo ajuda de pessoal e material.
Ele referiu especialmente que a China enviou mais de 400 quadros médicos, aliviando eficazmente o sofrimento do povo local. Ele referiu ainda que a China tomou em completa consideração a demanda do grupo vulnerável, de modo a reduzir o custo do trabalho e a influência negativa da epidemia no desenvolvimento socioeconômico local.
Com informações da Rádio China Internacional e da Agência Brasil